Cirurgia Cardiovascular

Câncer colorretal cresce entre jovens e acende alerta para rastreamento aos 45

Brasil projeta 54 mil novos casos anuais; especialistas pedem atenção a sintomas e início do rastreamento a partir dos 45 anos

Por Redação Brazil Health , 19/02/2026

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Câncer colorretal cresce entre jovens e acende alerta para rastreamento aos 45

O câncer colorretal tem avançado entre pessoas com menos de 50 anos, tendência observada em vários países e já percebida no Brasil. Embora a maioria dos diagnósticos ocorra após essa idade, especialistas alertam que muitos jovens ficam fora das rotinas tradicionais de rastreamento – o que atrasa o diagnóstico e reduz as chances de cura.

“O câncer colorretal deixou de ser uma doença restrita a faixas etárias mais avançadas. Hoje, atendemos cada vez mais pacientes jovens, inclusive sem fatores de risco clássicos, o que exige maior atenção aos sintomas e à história familiar”, afirma Maria Ignez Braghiroli, oncologista da Oncologia D’Or, da Rede D’Or, especialista em tumores do trato digestivo.

Segundo o INCA, o país deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028, dos quais cerca de 54 mil de cólon e reto. Entre os homens, fica atrás apenas do câncer de próstata; entre as mulheres, é o segundo mais incidente, depois do de mama.

Por que os casos crescem

Estudos internacionais apontam aumento consistente da incidência de câncer colorretal em adultos jovens. Mudanças de estilo de vida ajudam a explicar o cenário: alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, excesso de peso, consumo de álcool e tabagismo estão entre os fatores associados ao risco.

“É essencial que sejam implementadas políticas efetivas de prevenção e rastreamento da doença. Outra dificuldade é que os sintomas costumam ser confundidos com outras condições e ainda há tabu para falar sobre o tema”, diz Braghiroli.

Sinais de alerta

Os sintomas podem ser inespecíficos e se confundir com problemas intestinais comuns. Procure avaliação médica se houver:

  • Sangue nas fezes ou sangramento pelo ânus;
  • Mudança persistente do hábito intestinal;
  • Dor ou desconforto abdominal frequente;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Fraqueza, cansaço excessivo ou anemia.

Rastreamento e prevenção

Sociedades médicas recomendam iniciar o rastreamento a partir dos 45 anos – antes disso, quando há histórico familiar, doenças inflamatórias intestinais ou outros fatores de risco. A colonoscopia é o principal exame para detectar alterações precoces.

“Cerca de 90% dos tumores colorretais se desenvolvem a partir de pólipos benignos. A colonoscopia é um exame único porque, além de diagnosticar, previne o câncer ao permitir a retirada dessas lesões precocemente”, destaca a oncologista.

Adotar hábitos saudáveis também reduz o risco: dieta rica em fibras, prática regular de atividade física, controle do peso, não fumar e evitar consumo excessivo de álcool. Ao primeiro sinal de alerta – independentemente da idade –, a orientação é buscar avaliação médica e não adiar a investigação.