Fisiologia

Conjuntivite viral aumenta no inverno: veja sintomas e como evitar o contágio

Ambientes fechados e pouco ventilados favorecem a transmissão; especialistas alertam para cuidados de higiene, suspensão de lentes de contato e sinais que exigem consulta com oftalmologista.

Por Redação Brazil Health , 20/07/2026

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Conjuntivite viral aumenta no inverno: veja sintomas e como evitar o contágio

A queda de temperatura em São Paulo, com dias mais frios e secos, tende a aumentar o tempo das pessoas em locais fechados e com pouca circulação de ar. Esse cenário facilita a disseminação de vírus e eleva o risco de infecções contagiosas, como a conjuntivite viral, inflamação que provoca olho vermelho, lacrimejamento e desconforto.

Altamente transmissível, a doença pode se espalhar rapidamente em casa, no trabalho e na escola. “Muitas pessoas acreditam que se trata apenas de uma irritação passageira nos olhos, mas a conjuntivite viral pode se espalhar com muita facilidade”, afirma o oftalmologista Leopoldo Ribeiro, do H.Olhos.

Os sintomas mais comuns incluem vermelhidão intensa, coceira, ardor, sensação de areia, inchaço nas pálpebras e secreção aquosa. Em geral, começa em um olho e pode atingir o outro após alguns dias. Também é possível haver sinais semelhantes aos de resfriado, como coriza, dor de garganta e febre baixa.

Por que o frio favorece a circulação do vírus

O inverno não é a causa direta da conjuntivite, mas cria condições propícias para a transmissão. “Permanecer em locais fechados por muito tempo, com pouca renovação do ar, aumenta a exposição ao agente infeccioso e favorece surtos”, explica Ribeiro.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato com secreções contaminadas ou por objetos compartilhados. Por isso, medidas de higiene e redução do contato são decisivas para conter o avanço do problema.

Cuidados para reduzir o risco de transmissão

Entre as orientações para evitar novos casos estão:

  • lavar as mãos com frequência e evitar levar as mãos aos olhos;
  • não compartilhar toalhas, fronhas, maquiagem, colírios e itens de uso pessoal;
  • manter os ambientes ventilados;
  • evitar cumprimentos com contato físico durante o período de transmissão e, se possível, ficar em casa.

“Essas atitudes protegem não apenas quem está doente, mas todas as pessoas ao redor”, diz o médico.

Quando procurar o oftalmologista e o que evitar

Embora a conjuntivite viral frequentemente melhore sozinha, a avaliação médica ajuda a confirmar o diagnóstico e descartar outras doenças com sintomas parecidos. O tratamento costuma focar no alívio do desconforto, com compressas frias, higiene das pálpebras e lubrificantes oculares quando indicados.

O especialista alerta contra a automedicação: “O uso de colírios com antibióticos ou corticoides sem orientação médica pode mascarar o problema e até agravar o quadro”. Também é recomendado interromper o uso de lentes de contato até a recuperação completa. “As lentes podem aumentar a irritação, dificultar a recuperação e favorecer complicações”, afirma.

Deve-se buscar atendimento o quanto antes em caso de dor intensa, piora da visão, sensibilidade excessiva à luz ou persistência dos sintomas por vários dias. “O diagnóstico correto e a orientação adequada são fundamentais para garantir uma recuperação segura e evitar a propagação da doença”, finaliza Ribeiro.