Radioterapia

Siso: quando o dente precisa ser extraído e quais sinais merecem atenção

O terceiro molar costuma nascer entre 17 e 25 anos e, em parte das pessoas, falta espaço no maxilar. Dor, inchaço e inflamação perto do fundo da boca podem indicar a necessidade de avaliação odontológica.

Por Redação Brazil Health , 16/06/2026

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Siso: quando o dente precisa ser extraído e quais sinais merecem atenção

O dente do siso, chamado de terceiro molar, é o último a aparecer na boca e geralmente nasce no fim da adolescência e no início da vida adulta. Embora em alguns casos ele se desenvolva sem causar problemas, a falta de espaço no maxilar pode levar a dor, infecções e alterações no alinhamento dos dentes, o que torna a avaliação com dentista importante.

Segundo a dentista Camile Pacheco, do AmorSaúde, o siso “nasce depois dos outros dentes porque ele é o último da sequência de erupção dentária” e seu desenvolvimento ocorre mais tarde por ocupar “a posição mais posterior da arcada”.

Por que algumas pessoas não têm siso

O siso é frequentemente descrito como um vestígio de mudanças na alimentação humana ao longo da evolução. Em uma época em que o consumo de alimentos mais duros era comum, dentes extras ajudavam na mastigação. Hoje, com dietas mais macias e processadas, a estrutura da face e o tamanho dos maxilares mudaram.

“Ao longo da evolução humana, houve uma redução do tamanho dos maxilares devido a mudanças na alimentação”, afirma Camile. Ela explica que, com menos espaço, pode ocorrer agenesia – quando o dente nem chega a se formar. Em outras situações, o dente existe, mas não consegue nascer corretamente, ficando incluso (preso no osso) ou parcialmente erupcionado, o que pode favorecer dor, inflamação e pressão sobre os demais dentes.

Quando a extração é indicada

Nem todo mundo precisa retirar o siso. De acordo com a dentista, “existem casos em que o terceiro molar pode permanecer na boca sem causar problemas”, especialmente quando há espaço suficiente para que ele erupcione e seja higienizado adequadamente.

O problema, segundo Camile, ocorre quando “não há espaço suficiente para sua erupção adequada” ou quando o dente fica parcialmente exposto ou incluso, situação que pode facilitar inflamações e infecções na região posterior da boca.

Sintomas que podem indicar complicação

Entre os sinais que merecem investigação profissional, estão:

  • processos inflamatórios ou infecciosos na região do fundo da boca;
  • dor persistente na parte final da arcada dentária;
  • inchaço em um dos lados da boca;
  • mudança no alinhamento dos dentes, com sensação de pressão.

A dentista alerta que, quando há infecção associada ao siso, o quadro pode se agravar. “Os riscos de não se remover o siso nesses casos incluem a evolução da infecção local e a disseminação dessa infecção para outros espaços faciais”, diz.

Para diferenciar desconfortos comuns de um problema que exige intervenção, a orientação é procurar um dentista. A avaliação clínica e os exames ajudam a confirmar se o siso é a causa dos sintomas e, quando há dificuldade real de erupção ou risco de complicações, a extração tende a ser o procedimento indicado.