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Escova de dentes após gripe: por que trocar pode evitar recontaminação

Vírus e bactérias podem permanecer nas cerdas por um período, especialmente em ambientes úmidos. Entenda quando descartar a escova e quais cuidados ajudam a reduzir riscos dentro de casa.

Por Redação Brazil Health , 18/07/2026

3 min de leitura

Escova de dentes após gripe: por que trocar pode evitar recontaminação

Em meio ao aumento de gripes e resfriados no inverno, um item do dia a dia pode atrapalhar a recuperação: a escova de dentes. O alerta é que, durante uma infecção respiratória, microrganismos podem ficar nas cerdas e manter a pessoa exposta a eles, o que pode favorecer a recontaminação e prolongar sintomas – principalmente quando a escova é guardada em locais úmidos ou fechados.

A dentista Nathália Ungarelli, que atende em Goiânia, explica que isso não significa que a escova cause gripe ou resfriado. “Durante episódios de gripe, resfriado ou infecções virais, os vírus e bactérias podem permanecer nas cerdas da escova por algum tempo, principalmente quando ela é armazenada em ambientes úmidos ou fechados”, afirma.

Segundo ela, o problema é que a escova pode contribuir para manter o contato com microrganismos em um período em que o organismo ainda está se recuperando. Outro ponto de atenção é o risco de contaminação cruzada quando as escovas ficam encostadas ou muito próximas no mesmo recipiente.

Quando trocar a escova depois de ficar doente

A orientação da especialista é descartar a escova usada durante o período de gripe ou resfriado e começar outra, mesmo que o item seja novo. “Caso você fique gripado ou resfriado, mesmo que a escova de dentes seja nova e você tenha começado a usar há poucos dias, será necessário mandar ela para a lixeira e começar a usar outra”, diz.

Além do período de doença, a troca também deve ser antecipada quando as cerdas estão abertas, situação em que a escova tende a limpar menos e pode machucar a gengiva, ou quando cai em um local considerado contaminado.

Troca regular e riscos para a saúde bucal

A dentista lembra que uma escova mal conservada pode estar associada a problemas além de infecções respiratórias, como gengivite, periodontite, candidíase oral e herpes recorrente, especialmente em pessoas mais vulneráveis.

No uso cotidiano, a recomendação é substituir a escova a cada três meses. A medida ajuda a manter a eficiência da higiene e reduz a chance de acúmulo de sujeira e microrganismos no utensílio.

Como guardar e higienizar a escova no dia a dia

Para diminuir riscos, a especialista orienta medidas simples de rotina: lavar bem a escova após a escovação, retirar o excesso de água sem encostar as cerdas em superfícies e guardar o item na posição vertical, permitindo a secagem ao ar.

Também é recomendado evitar locais muito úmidos, manter a escova distante do vaso sanitário e impedir que uma escova encoste na outra, o que pode facilitar a transmissão de microrganismos entre pessoas da mesma casa.