Dentes amarelados: café, cigarro e higiene ruim estão entre as causas mais comuns
Pesquisa aponta impacto na autoestima, e dentista explica o que mancha o sorriso, quando procurar avaliação e por que clareadores caseiros podem trazer riscos.
Por Redação Brazil Health , 08/07/2026
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Dentes amarelados ou escurecidos estão entre os motivos que mais incomodam quem se preocupa com a aparência do sorriso. Dados da pesquisa SB Brasil 2024 indicam que 24,81% dos brasileiros de 35 a 44 anos já sentiram vergonha de sorrir ou falar por causa dos dentes, e 14,82% evitaram festas ou passeios pelo mesmo motivo.
Para a dentista Camile Pacheco, da rede AmorSaúde, a mudança de cor pode ter origem em hábitos do dia a dia, no envelhecimento natural e em falhas de cuidado. “Diversos fatores podem influenciar o escurecimento dos dentes, desde a alimentação até a falta de higiene e o envelhecimento. No entanto, com o acompanhamento de um profissional e alguns cuidados, é possível evitar o amarelamento”, afirma.
O que mais escurece os dentes
O tabagismo é um dos principais fatores associados às manchas persistentes, segundo a dentista. “O principal fator que contribui para o amarelamento dos dentes é o tabagismo. A nicotina e o alcatrão presentes no cigarro provocam manchas intensas e persistentes em quem fuma”, diz.
Outros comportamentos também pesam. Higiene bucal inadequada favorece o acúmulo de placa e tártaro, o que escurece os dentes e aumenta o risco de cáries, que podem deixar marcas. O consumo frequente de bebidas e alimentos pigmentados, como café, chá preto, vinho tinto e refrigerantes, contribui porque substâncias chamadas cromógenos aderem ao esmalte; além disso, bebidas ácidas podem desgastar a superfície, facilitando novas manchas.
Camile também chama atenção para o uso prolongado de alguns enxaguantes bucais. “O ideal é evitar o uso contínuo e prolongado de enxaguantes”, afirma, ao explicar que certos antissépticos podem reagir com pigmentos de alimentos e favorecer alterações na cor.
Quando o amarelado é normal
Nem sempre dentes mais amarelados indicam doença. A dentista lembra que há variação natural de tonalidade entre as pessoas e que, com a idade, o esmalte tende a ficar mais fino, tornando a dentina (camada interna, naturalmente mais amarelada) mais aparente. “É importante lembrar que a tonalidade dos dentes varia naturalmente entre as pessoas, e nem todo dente levemente amarelado está associado a problemas”, ressalta.
Como prevenir e o que evitar em casa
A recomendação é buscar avaliação para identificar a causa do escurecimento e discutir o melhor tratamento, que pode incluir limpeza profissional e, em alguns casos, clareamento supervisionado. “De forma geral, recomenda-se que adultos e crianças realizem consultas odontológicas preventivas a cada seis meses. Entretanto, a frequência pode variar de acordo com as necessidades individuais”, orienta Camile.
Ela lista cuidados que ajudam na prevenção:
- Escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, sem força excessiva;
- Usar fio dental diariamente;
- Reduzir o consumo frequente de bebidas e alimentos muito pigmentados;
- Evitar o tabagismo;
- Beber água após café, vinho ou refrigerantes para ajudar a remover resíduos.
A dentista alerta ainda para soluções sem orientação profissional. “Os cremes dentais clareadores não promovem um clareamento real da estrutura dentária”, diz, ao explicar que muitos atuam por abrasão e podem desgastar o esmalte, o que aumenta a tendência a manchar. Já fitas clareadoras, embora possam clarear por conter peróxidos, podem provocar sensibilidade e irritação gengival quando usadas sem acompanhamento. “Quando utilizadas sem acompanhamento profissional, podem causar sensibilidade, irritação gengival e resultados estéticos irregulares, especialmente quando há restaurações”, conclui.
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