Radioterapia

Dente do siso: quando é preciso extrair e quando dá para manter

Especialista explica quando o siso pode permanecer na boca e quando a remoção evita dor, inflamação e danos a outros dentes

Por Redação Brazil Health , 07/03/2026

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Dente do siso: quando é preciso extrair e quando dá para manter

Os dentes do siso costumam aparecer entre os 17–25 anos e geram dúvidas sobre a necessidade de extração. A decisão, segundo especialistas, depende da posição do dente, do espaço disponível na arcada e do histórico de saúde bucal do paciente.

De acordo com a cirurgiã-dentista Camila Lima, cada caso deve ser avaliado individualmente, com exame clínico e radiografias. “O siso pode ser perfeitamente mantido quando há espaço suficiente na arcada, uma boa posição e quando consegue realizar sua função mastigatória sem causar impactos aos dentes vizinhos, à mucosa das bochechas e articulação temporomandibular”, afirma.

Quando manter

Em geral, o dente pode permanecer na boca quando nasce alinhado, erupciona totalmente e permite higienização adequada. Nesses casos, além de participar da mastigação, ele não cria áreas de acúmulo de placa nem pressiona estruturas próximas.

Mesmo assim, o acompanhamento periódico é importante para verificar se há mudanças de posição, cáries iniciais ou sinais de inflamação gengival ao redor do siso.

Quando extrair

A remoção tende a ser indicada quando o siso nasce inclinado, fica parcialmente coberto pela gengiva ou permanece retido no osso – situação que favorece dor, inflamação e dificuldade de limpeza.

“Quando o siso não consegue erupcionar completamente, ele pode acumular biofilme por baixo da gengiva, ou seja, placa bacteriana, favorecer inflamações gengivais e até comprometer a estrutura óssea e os dentes vizinhos”, explica Lima.

O acúmulo de bactérias em sisos mal posicionados também aumenta o risco de cáries no próprio dente e no molar ao lado, mau hálito e, em casos mais graves, infecções.

Para reduzir complicações, a orientação é monitorar o desenvolvimento dos sisos desde a adolescência. “É fundamental que o dentista acompanhe o nascimento dos sisos por meio de radiografias e avaliações clínicas periódicas. Muitas vezes, a intervenção preventiva evita complicações futuras e cirurgias mais complexas”, diz a especialista.

Acompanhamento e recuperação

A decisão de extrair considera idade, posição do dente, sintomas e histórico bucal. Procedimentos realizados mais cedo, quando indicados, costumam ter recuperação mais simples.

Segundo Lima, a extração de siso é, em geral, um procedimento de rotina. “Após a cirurgia, é essencial seguir rigorosamente todas as orientações do cirurgião-dentista, como repouso adequado, uso correto das medicações e cuidados com a alimentação, para garantir uma recuperação tranquila e sem complicações”, orienta.

Diante de dor persistente, inchaço, mau cheiro na região do siso ou dificuldade para abrir a boca, o recomendado é procurar avaliação odontológica para definir a conduta mais adequada em cada caso.