Obesidade Infantil

Obesidade Infantil Supera a Fome no Mundo e Atinge Um em Cada Três Adolescentes no Ceará

Obesidade infantil atinge níveis alarmantes e supera fome como principal preocupação de saúde, afetando especialmente adolescentes no Ceará e trazendo riscos à qualidade de vida futura.

Por Redação Brazil Health , 24/09/2025

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Obesidade Infantil Supera a Fome no Mundo e Atinge Um em Cada Três Adolescentes no Ceará

A obesidade infantil já é considerada o maior problema de má nutrição no mundo, superando a fome, segundo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O documento revela que uma em cada cinco crianças e adolescentes está acima do peso globalmente, somando 391 milhões de jovens afetados. No Ceará, o cenário é ainda mais grave: um em cada três adolescentes encontra-se com excesso de peso, superando a média internacional.

O aumento da obesidade traz consequências preocupantes, com crescimento significativo de doenças associadas, como diabetes, hipertensão e problemas ortopédicos, que prejudicam a saúde e dificultam a prática de atividades físicas entre os jovens. Segundo especialistas, o desafio exige respostas urgentes de toda a sociedade e das autoridades de saúde.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica – Capítulo Ceará, Dr. Paulo Campelo, o fenômeno marca uma mudança histórica nas prioridades de saúde pública. “Durante séculos a humanidade combateu a fome e a desnutrição. Hoje, o grande desafio é o excesso de peso, que começa cada vez mais cedo. Crianças obesas têm uma chance muito maior de se tornarem adultos com obesidade grave, e isso significa mais doenças, menos qualidade de vida e maior impacto para os sistemas de saúde”, alerta o cirurgião.

O nutricionista Régis da Silva, que é docente do Instituto de Educação Médica (IDOMED), explica que a obesidade infantil não se resume só à quantidade de alimento, mas à falta de acesso a alimentos realmente nutritivos. “Muitas vezes, o problema não é a falta de comida, mas a ausência de acesso a itens saudáveis. É o cenário onde se come muito, mas se come mal. Alimentos ultraprocessados são mais baratos e acessíveis do que frutas, verduras e proteínas. Isso cria um ciclo de má nutrição que impacta diretamente o crescimento e o desenvolvimento das crianças”, ressalta o especialista.

De acordo com os especialistas, enfrentar o avanço da obesidade entre crianças e adolescentes depende de políticas efetivas de saúde, educação e assistência social. As famílias também desempenham papel central na identificação precoce dos sinais de ganho excessivo de peso. Buscar orientação médica rapidamente pode ser fundamental para evitar problemas físicos e emocionais ao longo da vida.