Novembro Roxo

Novembro Roxo: pressão alta na gravidez acende alerta para parto prematuro

Risco pode surgir a partir do 5º mês; especialista reforça sinais e cuidados no pré-natal

Por Redação Brazil Health , 20/11/2025

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Novembro Roxo: pressão alta na gravidez acende alerta para parto prematuro

No mês de conscientização sobre a prematuridade, especialistas chamam atenção para a pressão alta na gravidez, um dos principais motivos de partos antes da hora. Estima-se que a condição atinja cerca de 5% das gestantes no país e esteja por trás de parte dos quase 300 mil nascimentos prematuros registrados anualmente.

O Brasil tem taxa de prematuridade entre 11% e 12%, acima da média global de 10%. “Quando a pré-eclâmpsia se instala, há risco para a mãe e para o bebê, o que pode levar à necessidade de antecipar o parto para evitar complicações mais graves, como convulsões maternas ou sofrimento fetal”, afirma a ginecologista e professora da Afya Itajubá, Júlia Reis.

Segundo a médica, o problema costuma aparecer a partir da 20ª semana de gestação e se caracteriza por pressão arterial elevada, podendo vir acompanhada de inchaço e proteína na urina. “Por isso, o acompanhamento pré-natal é essencial para o diagnóstico precoce e o controle adequado da pressão durante a gravidez”, diz.

Risco para mãe e bebê

Quando não controlada, a pressão alta pode atingir órgãos da gestante, como o fígado, e evoluir para eclâmpsia, quadro com convulsões. Além disso, a circulação na placenta fica comprometida, reduzindo o fornecimento de oxigênio e nutrientes ao feto. “Isso pode fazer com que o bebê ganhe menos peso, entre em sofrimento ou precise nascer antes do tempo”, explica Júlia Reis.

Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que quase 12% dos nascimentos no país ocorreram antes das 37 semanas em 2023. O impacto na saúde do recém-nascido depende do quão prematuro ele é, variando de internações em UTI neonatal a complicações respiratórias e de desenvolvimento.

Prevenção começa no pré-natal

Exames de rotina ajudam a identificar o risco de desenvolver pressão alta na gestação. Já existem testes e protocolos que orientam o acompanhamento de quem tem maior probabilidade de adoecer. “É fundamental fazer o pré-natal corretamente, seguir as orientações médicas e usar as medicações indicadas, como o cálcio e a aspirina em baixa dose, quando prescritas”, reforça a especialista.

O controle do peso, a redução do consumo de sal, o monitoramento da pressão e o comparecimento às consultas são medidas que fazem diferença no desfecho da gestação.

Sinais que exigem atenção imediata

A gestante deve procurar atendimento médico ao notar sintomas compatíveis com pressão alta na gravidez, especialmente se forem persistentes ou intensos. Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Dor de cabeça forte e contínua
  • Inchaço acentuado no rosto, mãos e pernas
  • Queimação ou dor forte na “boca do estômago”
  • Diminuição dos movimentos do bebê ou crescimento abaixo do esperado

“Todos esses sintomas podem indicar pré-eclâmpsia e exigem avaliação imediata”, conclui Júlia Reis. O recado do Novembro Roxo é claro: informação, pré-natal em dia e atenção aos sinais salvam vidas.