Novembro Dourado

Novembro Dourado: excesso de sol na infância eleva risco de câncer de pele no futuro

Dermatologista alerta que os danos acumulados na pele infantil podem surgir décadas depois; veja cuidados e horários a evitar.

Por Redação Brazil Health , 06/11/2025

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Novembro Dourado: excesso de sol na infância eleva risco de câncer de pele no futuro

O Novembro Dourado chama atenção para o câncer em crianças e adolescentes, principal causa de morte por doença entre 1 e 19 anos no Brasil, segundo o INCA. Especialistas lembram que a prevenção do câncer de pele começa cedo: a forma como a criança toma sol hoje impacta diretamente sua saúde na vida adulta.

“A pele guarda memória do sol. As agressões sofridas na infância e na adolescência se somam e podem aparecer muitos anos depois, aumentando as chances de câncer de pele”, afirma a dermatologista Elisabeth Lima, com atuação em dermatologia oncológica.

Embora seja mais comum em adultos, crianças também podem desenvolver tumores raros na pele, como melanoma e carcinoma de células de Merkel. “São incomuns nessa faixa etária, mas existem — sobretudo quando há predisposição genética e exposição sem proteção”, diz Lima.

Pele tem memória e cobra a conta

Estudos sugerem que quem teve sol intenso e sem cuidados nos primeiros anos de vida pode ter até 80% mais risco de desenvolver câncer de pele após os 40. Por isso, reforça a médica, a fotoproteção deve entrar na rotina da família, e não apenas no verão ou na praia.

Proteção começa no berço

Para bebês de até seis meses, a orientação é evitar sol direto e priorizar barreiras físicas, como roupas leves de manga longa, chapéus e tecidos com proteção UV. “Nessa fase, a pele é muito sensível e pode reagir aos componentes do protetor”, explica.

A partir dos seis meses, vale usar protetor infantil com filtros minerais, como óxido de zinco e dióxido de titânio, e FPS acima de 30. A reaplicação deve ser feita a cada duas horas — ou sempre que a criança suar, entrar na água ou se secar com toalha.

Outro ponto-chave é fugir dos horários de maior radiação, entre 11h e 15h. Mesmo na sombra, a exposição continua: “Areia, água e concreto refletem os raios solares. Por isso, roupas adequadas e protetor seguem indispensáveis”, reforça a dermatologista.

Hábitos que fazem diferença

Veja medidas simples que ajudam a proteger a pele das crianças no dia a dia:

  • Usar roupas de manga longa e tecidos de trama fechada;
  • Preferir chapéus de aba larga e óculos escuros com proteção UV;
  • Reforçar a hidratação da pele, especialmente após o sol;
  • Ensinar as crianças, desde cedo, a importância de se proteger.

Incorporar esses cuidados ao cotidiano é uma estratégia eficaz para reduzir riscos futuros. No Novembro Dourado, a mensagem vai além do diagnóstico precoce: prevenir hoje é preservar a saúde da pele de toda a família amanhã.