Odontologia

Tremor frequente nas mãos pode indicar Parkinson ou tremor essencial; saiba quando investigar

Embora possa aparecer com nervosismo ou cansaço, o sintoma merece avaliação se piora com o tempo, passa a ser constante ou interfere em tarefas como escrever, comer e segurar objetos.

Por Redação Brazil Health , 13/04/2026

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Tremor frequente nas mãos pode indicar Parkinson ou tremor essencial; saiba quando investigar

Tremer as mãos em momentos de estresse, após noites mal dormidas ou em fases de maior cansaço é algo relativamente comum. O problema é quando o tremor se torna frequente, evolui aos poucos ou começa a atrapalhar atividades simples do dia a dia. Nesses casos, o sinal pode estar ligado a condições neurológicas que exigem diagnóstico e acompanhamento.

O tremor não é uma doença em si, mas um sintoma que pode ter diferentes causas. Entre as mais conhecidas estão o tremor essencial e a doença de Parkinson. Identificar o padrão do tremor e observar se há outros sinais associados ajuda a direcionar a investigação.

O tema ganha relevância diante do crescimento esperado do Parkinson no Brasil. Um estudo publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas estimou que mais de 500 mil brasileiros com 50 anos ou mais viviam com a doença em 2024, e que esse número pode ultrapassar 1,2 milhão até 2060.

O que observar no tremor

De acordo com o neurocirurgião funcional Murilo Marinho, especialista em distúrbios do movimento, um erro comum é tratar o tremor como algo “normal” sem avaliar sua evolução e o impacto na rotina. “Nem todo tremor é igual. O contexto em que ele aparece, a frequência e o impacto na rotina ajudam a entender se estamos diante de algo benigno ou de um quadro que precisa de avaliação mais detalhada”, afirma.

Diferenças entre Parkinson e tremor essencial

Segundo o especialista, na doença de Parkinson o tremor costuma aparecer principalmente quando a pessoa está em repouso e pode vir acompanhado de rigidez e lentidão dos movimentos. Já no tremor essencial, é mais comum que o tremor surja durante ações, como ao segurar um copo, escrever ou manter uma postura.

“Quando o tremor começa a limitar atividades do dia a dia, impactar a autonomia ou surgir junto com outros sintomas, não faz sentido adiar a procura por um especialista”, diz Marinho.

Tratamento depende da causa

O tratamento varia conforme o diagnóstico e a intensidade dos sintomas. Pode incluir acompanhamento clínico e medicamentos. Em casos selecionados, há indicação de procedimentos como a estimulação cerebral profunda (DBS), usada em alguns pacientes com Parkinson, tremor essencial e outros distúrbios do movimento.

“Hoje, temos recursos para controlar melhor os sintomas e devolver qualidade de vida a muitos pacientes. O mais importante é não ignorar sinais que persistem”, conclui o médico.