Odontologia

Dor no nervo ciático: quando a cirurgia pode ser necessária

A maioria dos casos melhora com remédios e fisioterapia, mas sinais como fraqueza na perna e piora progressiva exigem reavaliação médica

Por Redação Brazil Health , 20/05/2026

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Dor no nervo ciático: quando a cirurgia pode ser necessária

A dor ciática está entre as queixas mais comuns por trás de limitações físicas em adultos e pode atrapalhar desde o sono até tarefas simples do dia a dia. Em muitos casos, o problema melhora com tratamento clínico e mudanças de hábito. Mas quando a dor persiste por semanas, se intensifica ou começa a afetar força e sensibilidade nas pernas, a investigação precisa ser aprofundada.

O neurocirurgião Cesar Cimonari de Almeida alerta que a decisão entre insistir no tratamento conservador ou considerar uma cirurgia depende da evolução do quadro e de sinais de comprometimento do nervo. “Operar cedo demais pode ser desnecessário; esperar demais pode comprometer a recuperação neurológica”, afirma.

A ciática costuma acontecer quando o nervo ciático é comprimido ou irritado, geralmente na região lombar. Entre as causas mais frequentes estão a hérnia de disco, o estreitamento do canal por onde passam os nervos (estenose) e alterações degenerativas da coluna.

O sintoma típico é a dor que começa na lombar e irradia para o glúteo, coxa e perna, podendo chegar ao pé. Na maioria das pessoas, o quadro é autolimitado e melhora em algumas semanas. Quando isso não ocorre, a persistência pode indicar compressão contínua ou inflamação prolongada, o que aumenta o risco de prejuízo funcional.

Sinais de alerta: quando o tratamento clínico pode não bastar

O tratamento inicial, em geral, inclui analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia e fortalecimento muscular, com bons resultados para grande parte dos pacientes. Ainda assim, existem situações em que é importante reavaliar a estratégia.

De acordo com o especialista, alguns sintomas merecem atenção especial:

  • dor intensa que não melhora após semanas de tratamento;
  • piora progressiva do quadro;
  • perda de força na perna ou no pé;
  • dormência persistente;
  • dificuldade para caminhar.

Também há situações consideradas urgência. “Alterações no controle urinário ou intestinal precisam de avaliação imediata”, explica Cesar Cimonari de Almeida.

Nesses cenários, exames de imagem podem ajudar a identificar a origem da compressão e a verificar se existe relação direta entre o que aparece nos exames e os sintomas do paciente, passo considerado essencial antes de qualquer decisão.

Quando a cirurgia entra em cena e o que esperar

A cirurgia tende a ser considerada quando há uma correlação clara entre a compressão do nervo e os sintomas, principalmente em dois contextos: falha do tratamento clínico ou déficit neurológico progressivo (como perda de força e sensibilidade).

O objetivo do procedimento é aliviar a pressão sobre o nervo para reduzir a dor e evitar danos permanentes. Com a evolução das técnicas, parte das cirurgias pode ser feita por abordagens minimamente invasivas, com incisões menores e recuperação mais rápida em casos selecionados.

Segundo o neurocirurgião, a decisão deve ser individualizada e discutida de forma detalhada, com avaliação de riscos, benefícios e expectativas. “Quando a indicação é bem feita, a cirurgia pode aliviar a dor e ajudar o paciente a retomar a funcionalidade”, destaca.

Especialistas reforçam que dor ciática persistente não deve ser tratada como algo “normal”. Se o desconforto deixa de ser episódico e passa a limitar a rotina, a recomendação é buscar avaliação médica para definir o melhor momento de intervir e reduzir o risco de sequelas.