Microplásticos

Microplásticos No Cérebro Podem Aumentar Risco de Alzheimer, Indica Estudo Em Ratos

Estudo aponta que partículas de plástico influenciam memória e comportamento em animais com predisposição genética à doença

Por Redação Brazil Health , 11/09/2025

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Microplásticos No Cérebro Podem Aumentar Risco de Alzheimer, Indica Estudo Em Ratos

Um novo estudo científico acende o alerta para o impacto dos microplásticos na saúde do cérebro. Pesquisadores da Universidade de Rhode Island descobriram que essas pequenas partículas podem causar alterações nas funções cognitivas de indivíduos geneticamente predispostos a doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Os resultados foram publicados recentemente na revista Environmental Research.

O estudo acompanhou camundongos que possuem o gene APOE4, o principal fator de risco genético associado ao Alzheimer, presente em cerca de um quarto da população mundial. Após três semanas sendo expostos a microplásticos de poliestireno, os animais apresentaram problemas de memória, mudanças de comportamento e sinais de inflamação cerebral, quadro semelhante ao observado em humanos com Alzheimer.

Até o momento, sabe-se que um cérebro humano pode acumular até sete gramas de microplásticos, de acordo com estudos anteriores. Embora ainda não haja consenso sobre o papel exato dessas partículas no desenvolvimento do Alzheimer, a pesquisa levanta preocupações sobre a relação entre poluição ambiental e doenças neurológicas.

Para o neurologista Mateus Trindade, do Hospital Sírio-Libanês, fatores externos podem ser decisivos na evolução da doença. “Já sabemos que a genética não explica sozinha todos os casos de Alzheimer. A interação com fatores ambientais, como poluição e hábitos de vida, pode ser determinante no risco de desenvolver a doença. Esse estudo mostra que os microplásticos podem ser mais um elemento relevante nesse quebra-cabeça”, destaca.

Trindade ressalta a importância de aprofundar pesquisas preventivas, principalmente diante do envelhecimento da população. “O Alzheimer é uma das principais causas de incapacidade em idosos. Se comprovada a relação entre exposição a microplásticos e maior risco da doença, teremos um novo campo de atuação para estratégias de prevenção e políticas de saúde pública”, afirma.

  • prefira recipientes de vidro ou inox: evite aquecer alimentos em embalagens plásticas no micro-ondas.
  • reduza o consumo de água engarrafada: utilize filtros em casa para diminuir o contato com partículas presentes em águas minerais.
  • troque utensílios plásticos descartáveis: opte por alternativas reutilizáveis em vez de talheres, copos e pratos de plástico.
  • atenção aos alimentos embalados: sempre que possível, escolha produtos vendidos a granel ou em embalagens de papel ou vidro.
  • evite o uso de plásticos pretos para alimentos: priorize vidro, aço inox ou plásticos mais claros, que liberam menos substâncias químicas.

"Os microplásticos já estão presentes no ar, na água e nos alimentos, mas podemos reduzir parte dessa exposição com escolhas simples. Essas medidas não eliminam o risco, mas podem ajudar a proteger a saúde a longo prazo", aconselha Trindade.