Congelamento de Tecido Ovariano e Novas Abordagens Ajudam no Bem-Estar Durante a Menopausa
Estudo internacional aponta técnicas inovadoras para adiar sintomas, mas especialistas reforçam o papel dos cuidados diários e da orientação médica.
Por Redação Brazil Health , 15/10/2025
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Cerca de 30 milhões de brasileiras enfrentam atualmente a chegada da menopausa, fase marcada por sintomas como ondas de calor, insônia e mudanças de humor. Apesar de comum, o assunto ainda é cercado de mitos e dúvidas, especialmente sobre como atravessar esse período mantendo qualidade de vida.
Novidades científicas começam a ganhar destaque. Pesquisa publicada no American Journal of Obstetrics & Gynecology revelou que o congelamento de tecido ovariano pode adiar a menopausa por até 30 anos. Embora a técnica seja mais conhecida por ajudar mulheres em tratamento contra o câncer a preservar a fertilidade, os primeiros resultados mostram potencial para retardar os sintomas desse processo natural.
O ginecologista Eduardo Motta, do Sírio-Libanês, explica que inovações como essa abrem novas perspectivas, mas não substituem o acompanhamento médico e os tratamentos já estabelecidos. "O congelamento de tecido ovariano não é solução definitiva, mas surge como ferramenta promissora. A ideia é ampliar o arsenal de intervenções para melhorar a qualidade de vida das mulheres", comenta.
A menopausa costuma acontecer entre os 45 e 55 anos, mas a transição é lenta. "Nem sempre sintomas como insônia e fraqueza, depois dos 40 anos, estão ligados apenas à menopausa. É fundamental avaliar caso a caso", alerta Motta.
Entre as opções mais conhecidas, a reposição hormonal é bastante eficaz para aliviar os desconfortos, mas não é indicada para todas. "A reposição melhora muito os sintomas, porém tem limitações e deve ser indicada conforme o perfil de cada paciente", destaca o especialista. "É importante esclarecer que nem tudo se resolve com hormônio, mas também não é verdade que ele sempre faz mal. O segredo é entender os riscos e benefícios para cada organismo."
Motta chama atenção ainda para o papel central dos hábitos saudáveis. Atividade física, alimentação equilibrada, evitar fumar e beber em excesso fazem diferença para o bem-estar físico e mental. "O hormônio pode ajudar, mas não substitui um estilo de vida saudável," afirma.
Segundo estudos, mulheres jovens que congelam parte do tecido ovariano podem adiar a menopausa por até três décadas, mas a indicação é individualizada e precisa de mais pesquisas. Motta ressalta: "Não existe fórmula mágica ou única. O segredo está na combinação entre orientação médica, cuidados com o estilo de vida e tratamentos personalizados."
O médico conclui destacando que a menopausa não marca o fim de um ciclo, mas o início de uma nova fase, na qual as mulheres podem e devem buscar qualidade de vida e serenidade.