Medula Óssea

Doação de Medula Óssea: O Que Saber Sobre Processos, Mitos e Como se Tornar Doador

Conheça mitos, requisitos e etapas do transplante que pode salvar vidas de pacientes com doenças graves do sangue

Por Redação Brazil Health , 27/09/2025

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Doação de Medula Óssea: O Que Saber Sobre Processos, Mitos e Como se Tornar Doador

A doação de medula óssea representa esperança para milhares de brasileiros que enfrentam doenças graves como leucemia, linfoma e mieloma. Apesar disso, mitos e inseguranças ainda afastam potenciais doadores, segundo especialistas. Para esclarecer o tema, a hematologista Camila Gonzaga, do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), reuniu respostas às principais perguntas e revelou como o gesto pode transformar vidas.

Ao contrário do que muitos pensam, não é obrigatório que o doador de medula óssea seja da mesma família do paciente. “A compatibilidade genética com parentes próximos é maior, mas é perfeitamente possível encontrar um doador compatível entre desconhecidos, tanto no Brasil quanto no exterior, graças aos registros de voluntários como o REDOME”, explica a médica.

Pessoas entre 18 e 35 anos são as mais procuradas, já que a medula de indivíduos jovens tem maior vitalidade e menor risco de complicações. “Porém, para doadores familiares, é possível considerar até idosos, caso estejam em boas condições. Já para voluntários em registro, geralmente o corte é aos 60 anos”, detalha a hematologista.

Doar medula óssea é mais simples do que se imagina. Existem dois métodos principais, ambos seguros:

  • punção direta, feita no centro cirúrgico sob anestesia, com pequena dor local nos dias seguintes, facilmente controlada com analgésicos comuns
  • aférese de sangue periférico, parecida com uma doação de sangue, provocando apenas desconfortos leves e temporários

"A maioria dos voluntários sente apenas incômodos temporários semelhantes a uma gripe leve", afirma Dra. Camila Gonzaga.

Na punção direta, pode haver necessidade de internação de 24 horas e afastamento de até uma semana de atividades intensas. Na aférese, o doador normalmente retorna à rotina no dia seguinte, pois o procedimento é feito em ambulatório e dura entre três e quatro horas.

O organismo se recupera rapidamente após a doação, sem sequelas ou enfraquecimento. “A medula óssea se regenera em poucas semanas. Na aférese, ela sequer é retirada”, explica a especialista.

Embora cruciais, as chances de uma pessoa ser chamada após o cadastro são baixas, variando entre 1 em 100 mil e 1 em 400 mil. “Isso ocorre porque a compatibilidade genética é complexa. Por isso, quanto mais gente cadastrada, maiores as possibilidades para quem precisa”, conclui Dra. Camila.