Maus Hábitos de Higiene

Higiene Pessoal e Ambiental: Hábitos Simples Que Previnem Doenças e Protegem a Saúde

Pequenas mudanças no dia a dia podem reduzir drasticamente o risco de infecções, segundo especialistas

Por Redação Brazil Health , 22/08/2025

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Higiene Pessoal e Ambiental: Hábitos Simples Que Previnem Doenças e Protegem a Saúde

Embora lavar as mãos, escovar os dentes e higienizar alimentos pareçam gestos simples, eles continuam sendo essenciais na prevenção de doenças infecciosas. O relaxamento desses cuidados, que ganharam evidência durante a pandemia, preocupa profissionais de saúde e pode colaborar para a propagação de enfermidades.

De acordo com a infectologista Dra. Michelle Zicker, do São Cristóvão Saúde, os benefícios dos hábitos de higiene vão muito além do combate à COVID-19. “A higiene pessoal é um pilar da prevenção. Lavar as mãos antes das refeições, ao chegar em casa, após usar o banheiro ou lidar com lixo e dinheiro, é uma atitude pequena com grande impacto”, explica.

Apesar do grande aumento na adoção de medidas preventivas nos anos de pandemia, o cenário já mudou. “Houve um aumento na conscientização durante a pandemia, mas infelizmente o nível de adesão caiu. É fundamental reforçar essa prática no cotidiano”, alerta a médica.

O que a falta de higiene pode causar

  • gastroenterites virais e bacterianas
  • infecções urinárias e de pele
  • cáries e abscessos dentários

Essas enfermidades, segundo Dra. Michelle, podem ser evitadas com atitudes simples de higiene pessoal e também de cuidado com o ambiente.

Ambientes compartilhados, como escolas, escritórios, academias e transporte público, exigem atenção especial. Medidas como higienização frequente das mãos, boa ventilação, limpeza correta das superfícies e uso de máscaras em caso de sintomas respiratórios ajudam a conter infecções. “Pessoas mais vulneráveis, como idosos, imunossuprimidos, gestantes e portadores de doenças crônicas, devem redobrar a atenção. O uso de máscara ainda é recomendado em ambientes fechados para esses grupos”, orienta a infectologista.

Dentro de casa, a cozinha e o banheiro são os principais focos. Lavar as mãos antes de manipular alimentos e manter bancadas, pias e vasos limpos reduzem o risco de transmissão de microrganismos nocivos.

O excesso também é perigoso: misturar produtos de limpeza ou usar antibacterianos sem critério pode causar alergias, intoxicações e favorecer o surgimento de bactérias resistentes. Dra. Michelle alerta: “A mistura de produtos de limpeza ou o uso indiscriminado de antibacterianos pode causar irritações, intoxicações e até contribuir para o surgimento de superbactérias”.

Ela destaca que não é necessário exagerar. “Não é preciso obsessão com limpeza, mas sim rotina e cuidado nos pontos certos”, afirma.

Educação e políticas públicas são fundamentais

A especialista reforça que, para muitas pessoas, o acesso a condições básicas de higiene ainda é um desafio no Brasil. “Vivemos em um país onde milhares ainda não têm acesso a saneamento básico e água potável. Não basta apenas orientar, é preciso garantir condições mínimas para a população”.

Segundo ela, incorporar práticas de higiene no currículo escolar e ampliar campanhas públicas de conscientização são estratégias essenciais para reduzir infecções e melhorar a saúde coletiva a longo prazo.