Mamografia

Outubro Rosa: Seis Dicas para Perder o Medo da Mamografia e Cuidar da Saúde das Mamas

Especialista esclarece mitos e dá orientações práticas para mulheres enfrentarem o receio do exame

Por Redação Brazil Health , 04/10/2025

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Outubro Rosa: Seis Dicas para Perder o Medo da Mamografia e Cuidar da Saúde das Mamas

A mamografia é uma das armas mais eficazes contra o câncer de mama, o tumor que mais acomete mulheres no Brasil e para o qual o diagnóstico precoce é fundamental. Mesmo assim, o medo associado ao exame faz muitas mulheres adiarem esse cuidado, o que pode prejudicar as chances de cura.

Segundo estimativas do Ministério da Saúde, cerca de 73 mil brasileiras podem receber o diagnóstico de câncer de mama neste ano. Apesar disso, boa parte dos casos poderia ser descoberta mais cedo se o receio da mamografia não afastasse tantas mulheres dessa rotina. “A mamografia é extremamente relevante para a saúde feminina, inclusive para quem nunca teve casos de câncer na família. O exame pode salvar vidas, mas o medo do desconforto pode ser uma barreira perigosa”, afirma a radiologista Fernanda Philadelpho, especialista da CDPI e do Alta Diagnósticos, no Rio de Janeiro.

O principal temor é o momento de compressão durante o exame, etapa obrigada para captação de imagens detalhadas. Fernanda explica que essa pressão, embora possa causar um incômodo temporário, é muito breve e não traz riscos à saúde. “Algumas mulheres se sentem mais sensíveis, especialmente se estiverem ansiosas. Mas, no geral, o desconforto dura poucos segundos”, explica.

Para tornar a mamografia ainda mais fácil, há algumas orientações simples:

  • Prefira marcar o exame cerca de uma semana após o fim da menstruação, época em que as mamas costumam estar menos sensíveis.
  • Próteses de silicone não são impedimento. Elas não atrapalham a obtenção das imagens, e a integridade dos implantes não é afetada pelo procedimento.
  • Levar exames anteriores é fundamental para comparação. Isso pode diminuir a necessidade de imagens adicionais e aumentar a precisão do laudo.

Outro mito comum envolve o risco apenas para quem tem histórico familiar. “Mesmo mulheres sem parentes que tiveram câncer de mama podem desenvolver o tumor, pois ele depende de vários fatores e não só da herança genética”, pontua a médica.

Por isso, a recomendação é que mulheres sem histórico familiar iniciem a rotina do exame aos 40 anos. Mas quem tem casos em parentes próximos – como mãe ou irmã – deve buscar orientação médica para começar antes, a partir dos 30 ou 35 anos.

Além de detectar sinais iniciais de câncer de mama, a mamografia também pode identificar outros problemas das mamas. “Incluir o exame na rotina é um gesto de autocuidado e preocupação com a própria saúde”, finaliza Fernanda.