Mamografia

Medo da Mamografia Dificulta Diagnóstico Precoce do Câncer de Mama e Aumenta Riscos

Celebridades e autoridades relatam como o exame foi decisivo para enfrentar o câncer em estágio inicial e profissionais reforçam que desconforto do procedimento é pequeno diante dos benefícios.

Por Redação Brazil Health , 03/09/2025

3 min de leitura

Medo da Mamografia Dificulta Diagnóstico Precoce do Câncer de Mama e Aumenta Riscos

O receio de realizar a mamografia ainda é um obstáculo importante para a detecção precoce do câncer de mama no Brasil. Casos recentes, como o da empresária Val Marchiori e da senadora Damares Alves, que tornaram pública a descoberta da doença após exames de rastreamento, reacenderam o debate sobre a importância do exame para a saúde das mulheres.

Val Marchiori revelou que evitava a mamografia por medo, mas acabou recebendo o diagnóstico graças ao exame. Já a senadora Damares Alves frisou, em plenário, que o diagnóstico precoce foi fundamental para sua rápida recuperação. “Em 18 dias consegui fazer a cirurgia e, com cinco dias, já estava de volta ao trabalho. O diagnóstico precoce foi o fundamental para eu estar como estou”, disse a parlamentar.

Para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), o desconforto causado pela mamografia é pequeno diante dos benefícios que ela proporciona. “Algumas mulheres têm mamas mais sensíveis à dor durante o exame, assim como há o receio de, ao fazer a mamografia, ter a doença diagnosticada. Por sua vez, o desconforto é menor que o benefício e caso o tumor esteja presente, é sempre melhor diagnosticá-lo cedo. Quem procura – quando acha – acha mais cedo”, explica Rodrigo Nascimento Pinheiro, presidente da SBCO.

Incidência alta e diagnóstico precoce salva vidas

No Brasil, são estimados mais de 73 mil novos casos anuais de câncer de mama para 2025. A doença representa três em cada dez diagnósticos de câncer entre mulheres e é a neoplasia mais comum no público feminino, desconsiderando pele não melanoma, em 157 países. Mundialmente, são 2,3 milhões de novos casos ao ano, com previsão de crescer nos próximos anos. Homens também podem ser atingidos pela doença, ainda que em menor proporção – de 0,5% a 1% dos casos.

Cirurgias e avanços nos tratamentos

A indicação cirúrgica depende do estágio do câncer. A cirurgia conservadora, conhecida como lumpectomia ou quadrantectomia, remove apenas o segmento da mama afetado. Já a mastectomia compreende a retirada total do tecido mamário e pode ser mais extensa em casos avançados. Graças a avanços recentes no SUS, novas técnicas e o uso ampliado da terapia neoadjuvante passaram a ser adotados, permitindo intervenções mais precisas e menos agressivas.

“A incorporação de novas terapias ao SUS representa um avanço importante no cuidado à mulher com câncer de mama. Isso permite intervenções mais precisas, com menor tempo de internação e melhor recuperação”, destaca Pinheiro.

Sintomas de alerta

  • aparecimento de nódulo no seio
  • pele da mama avermelhada ou com aspecto de casca de laranja
  • alterações no mamilo, como inversão ou descamação
  • pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço
  • secreção incomum ou sanguinolenta nos mamilos

Como reduzir o risco de câncer de mama

  • manter o peso corporal saudável
  • praticar atividade física regularmente
  • ter acompanhamento médico em caso de reposição hormonal
  • limitar o consumo de bebidas alcoólicas
  • não fumar
  • realizar visitas regulares ao ginecologista e exames preventivos

Especialistas são unânimes: superar o medo da mamografia é um passo fundamental para combater o câncer de mama e aumentar as chances de cura.