Mamografia

Mamografia continua sendo a principal aliada contra o câncer de mama, diz médico

Especialista explica por que o exame ainda salva vidas, quando pedir ultrassom ou ressonância e quais são as idades recomendadas para o rastreamento no Brasil.

Por Redação Brazil Health , 01/01/2026

3 min de leitura

Mamografia continua sendo a principal aliada contra o câncer de mama, diz médico

Em meio a tantos avanços na medicina, a pergunta se repete: a mamografia ainda é o melhor caminho para detectar o câncer de mama cedo? A resposta é sim, reforça o médico radiologista Felipe Roth Vargas. "A mamografia é o único exame de rastreamento que comprovadamente reduz a mortalidade por câncer de mama", afirma.

Por que ela segue no centro do cuidado

Segundo o especialista, o exame consegue flagrar alterações milimétricas antes de qualquer sintoma. "Isso porque ela permite identificar nódulos ainda muito pequenos, invisíveis ao toque, em uma fase silenciosa da doença, quando as chances de cura são altíssimas." Feita em poucos minutos e com baixas doses de radiação, a mamografia aumenta a chance de um tratamento mais simples e efetivo.

Sobre o desconforto durante o procedimento, Vargas lembra que os equipamentos atuais estão mais precisos e confortáveis. E pondera: "o desconforto de alguns segundos não se compara à tranquilidade de saber que está tudo bem ou, se algo for detectado, à vantagem de iniciar o tratamento cedo, com mais chances de sucesso e menos impacto na vida da paciente."

Quando outros exames entram em cena

A mamografia tem limitações em mulheres com mamas densas, um cenário mais comum entre as mais jovens ou que nunca amamentaram. Nesses casos, o médico pode indicar ultrassom mamário ou, em situações específicas, ressonância magnética para complementar a avaliação.

O recado, porém, é claro: "Essas tecnologias ajudam a ampliar a sensibilidade do diagnóstico, mas é importante lembrar que elas não substituem a mamografia, apenas a complementam quando indicado."

Quem deve fazer e quando

No Brasil, a orientação geral é que mulheres de 50 a 69 anos façam mamografia a cada dois anos, como exame de rastreamento. Para quem tem fatores de risco, como histórico familiar de câncer de mama ou ovário, a recomendação é começar antes e com maior frequência, sempre com orientação médica. Antes dos 50, manter consultas e exames clínicos em dia também é essencial.

  • 50 a 69 anos: mamografia a cada 2 anos (rastreamento de rotina);
  • Com risco aumentado: iniciar mais cedo e fazer com maior frequência, conforme o médico;
  • Antes dos 50: seguir acompanhamento ginecológico e avaliação individual.

O especialista reforça que falar de mamografia é falar de autocuidado e decisão informada. "A mamografia continua sendo o melhor caminho não porque é a única opção, mas porque, até hoje, é a que mais salva vidas." E conclui: "E quanto mais cedo a gente encara essa realidade, mais chances temos de seguir vivendo com tranquilidade e saúde."