Magnésio

Magnésio pode ajudar a reduzir gordura no fígado, apontam estudos

Pesquisas ligam a falta do mineral ao avanço da esteatose; especialista explica mecanismos e alerta para avaliação clínica antes de suplementar.

Por Redação Brazil Health , 17/12/2025

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Magnésio pode ajudar a reduzir gordura no fígado, apontam estudos

O acúmulo de gordura no fígado, condição que afeta cerca de 30% dos brasileiros, ganhou um novo personagem de interesse: o magnésio. Estudos internacionais têm associado a baixa ingestão do mineral a maior inflamação e a piora do chamado fígado gorduroso.

Trabalhos publicados em periódicos como Journal of Nutrition e European Journal of Clinical Nutrition, além de análises do National Institutes of Health (NIH), apontam que a deficiência de magnésio se relaciona a resistência à insulina e maior depósito de gordura no órgão. As evidências não provam causa e efeito, mas reforçam um elo consistente.

“O magnésio é fundamental para quem precisa melhorar a ação da insulina e reduzir inflamação, dois pilares no cuidado da esteatose hepática”, afirma a farmacêutica Eliane Gimenez, da Meta Manipulação. “Quando falta magnésio, a gordura tende a se acumular com mais facilidade no fígado.”

O mineral participa de centenas de reações no corpo, inclusive no metabolismo de gorduras, no controle da glicemia e no funcionamento das mitocôndrias, estruturas responsáveis por produzir energia.

Como o mineral age no organismo

As evidências mais recentes sugerem três frentes principais de atuação do magnésio no fígado:

  • Regulação do uso de gordura como fonte de energia, reduzindo o estoque hepático.
  • Queda da inflamação por meio de vias antioxidantes.
  • Melhora da sensibilidade à insulina, aliviando a sobrecarga metabólica do fígado.

Segundo dados do NIH, maiores consumos do mineral se associam a menor risco de fígado gorduroso. Especialistas defendem que a suplementação, quando indicada, some a dieta equilibrada, perda de peso e atividade física.

Formas de uso e limitações

O tipo de composto pode influenciar a absorção e o efeito desejado. A escolha deve considerar exames e o quadro de cada pessoa, orienta Gimenez.

  • Magnésio glicinato: alta biodisponibilidade e perfil anti-inflamatório.
  • Magnésio dimalato: apoio ao metabolismo energético e à redução de fadiga.
  • Cloreto de magnésio PA: ação sistêmica, com absorção variável.

“A forma correta precisa levar em conta o estado metabólico, exames e sintomas”, destaca a farmacêutica. “O glicinato costuma ser útil em quadros de inflamação e resistência insulínica.”

O que mais entra no cuidado

Além do magnésio, alguns ativos com estudos complementares podem fazer parte do manejo, sempre com indicação profissional:

  • Silimarina: tradicional protetor do fígado com ação anti-inflamatória.
  • NAC (N-acetilcisteína): precursor de glutationa, importante antioxidante hepático.
  • Colina e inositol: auxiliam no transporte de gorduras, evitando acúmulo.
  • Berberina: apoio ao controle da glicose e da resistência à insulina.

Antes de iniciar qualquer suplementação, é recomendável checar parâmetros clínicos. Exames que costumam ser avaliados incluem:

  • TGO, TGP e Gama-GT
  • Magnésio sérico e, quando disponível, magnésio ionizado
  • Glicemia e hemoglobina glicada
  • Histórico metabólico e uso de medicamentos

“Suplementar sem orientação pode atrasar o tratamento ou gerar combinações inadequadas”, alerta Gimenez. Profissionais lembram que o diagnóstico é médico e que hábitos de vida seguem como base do controle do fígado gorduroso.