Lóbulo de Orelha

Cirurgia para lóbulo de orelha rasgado devolve forma e permite voltar a usar brincos

Especialista explica quando operar, como é o procedimento e o que esperar da recuperação

Por Redação Brazil Health , 29/12/2025

3 min de leitura

Cirurgia para lóbulo de orelha rasgado devolve forma e permite voltar a usar brincos

Quem usa brincos pode enfrentar o lóbulo da orelha rasgado ou alongado ao longo do tempo. Pesquisas sugerem que entre 1% e 2% dos usuários desenvolvem algum grau de fissura, causada por peças pesadas, traumas, envelhecimento da pele ou alargadores. O cirurgião geral Patrizio Morisson detalha o procedimento que corrige o problema. “Procedimento de pequeno porte, realizado em consultório, devolve forma e função ao lóbulo da orelha com alta taxa de sucesso quando bem indicado e acompanhado”, afirma.

Quando a cirurgia é indicada

Segundo Morisson, a correção é recomendada para situações em que a estética e o conforto ficam comprometidos, incluindo:

  • rasgo completo provocado por tração ou acidente
  • furo que se alonga e afina o lóbulo
  • sequelas do uso de alargadores
  • reparo estético para voltar a usar brincos com segurança

Como é o procedimento

A correção, conhecida pelos médicos como lobuloplastia, é rápida e feita com anestesia local. “O reparo — conhecido como lobuloplastia — é feito sob anestesia local, em consultório ou centro ambulatorial”, explica o cirurgião. O tempo varia de 20 a 60 minutos, conforme o grau da lesão.

Na prática, o médico remove as bordas cicatrizadas, ajusta o formato do lóbulo e fecha o rasgo com pontos delicados. Conforme o caso, podem ser empregadas técnicas para evitar entalhes e preservar o contorno — como fechamento simples, cortes em zigue-zague e pequenos retalhos de pele — sobretudo em lobos alargados por piercings extensores.

Recuperação, riscos e volta aos brincos

O resultado esperado é a recuperação do contorno e da simetria, com cicatriz discreta. Atividades leves costumam ser retomadas no mesmo dia, evitando tração ou pancadas no local. “A perfuração para um novo brinco costuma ser liberada após 8 a 12 semanas, dependendo da espessura e da qualidade do lóbulo”, orienta Morisson.

Como toda cirurgia, há possíveis intercorrências. Entre elas:

  • cicatriz mais espessa ou irregular, pequenos entalhes e assimetrias
  • abertura dos pontos se houver tração precoce ou infecção
  • novo alongamento se brincos pesados forem usados cedo demais
  • quelóides ou cicatrizes hipertróficas — descritas em até 2,5% das perfurações auriculares, especialmente em pessoas predispostas

Nos casos de lobos muito alargados por dilatadores, o objetivo é preservar o máximo de tecido para evitar o achatamento. Segundo o médico, “técnicas que usam retalhos e rotação têm mostrado bons resultados, restaurando o volume e o contorno do lóbulo”.

Para reduzir riscos e melhorar o resultado, o especialista recomenda:

  • avaliação prévia e alinhamento de expectativas
  • planejamento do desenho respeitando as linhas naturais do lóbulo
  • evitar peso e tração até a cicatriz estabilizar
  • medidas preventivas em quem tem tendência a quelóide, como fitas de silicone e, quando indicado, corticoterapia local

“A correção do lóbulo fendido é uma intervenção de pequeno porte, mas de grande impacto estético e funcional”, conclui o cirurgião.