Linfomas

Diagnóstico Tardio Ainda Afeta 60% dos Casos de Linfoma no Brasil, Alertam Especialistas

Casos de linfoma quase dobram no Brasil, com maioria sendo diagnosticada tardiamente, mas avanços oferecem melhores chances de cura se doença for identificada cedo.

Por Redação Brazil Health , 16/09/2025

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Diagnóstico Tardio Ainda Afeta 60% dos Casos de Linfoma no Brasil, Alertam Especialistas

Entenda os sintomas, tipos e os avanços no tratamento deste câncer que tem números em crescimento no país.

Linfomas são um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, fundamental para a defesa do organismo. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam que cerca de 15 mil novos casos por ano serão registrados no Brasil até 2025. Mais preocupante, no entanto, é que, segundo o Observatório de Oncologia, cerca de 60% dessas ocorrências são diagnosticadas de forma tardia, reduzindo as chances de cura.

O linfoma chama cada vez mais atenção da mídia após relatos de figuras públicas com o diagnóstico. Isso acompanha estatísticas: o número de casos praticamente dobrou no país nas últimas duas décadas, especialmente entre idosos. Trata-se de uma doença ainda cercada por dúvidas, inclusive sobre causas e prevenção. Segundo a Dra. Mariana Oliveira, onco-hematologista da Oncoclínicas, o maior desafio está na falta de conhecimento e detecção precoce. “A boa notícia é que os linfomas têm alto potencial de cura quando descobertos nos estágios iniciais. Por isso é fundamental promover informação e vigilância”, aponta.

Os linfomas são divididos em dois grandes grupos: Hodgkin, raro e mais comum em jovens, e não-Hodgkin, que afeta principalmente quem tem mais de 60 anos. Apesar de não existir prevenção comprovada, reconhecer os sinais é o principal aliado do diagnóstico precoce. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • aumento dos gânglios linfáticos (popularmente conhecidos como ínguas) no pescoço, axilas ou virilha
  • dor abdominal
  • perda de peso inexplicada
  • fadiga persistente
  • coceira pelo corpo
  • febre sem causa aparente

Em casos avançados, órgãos como baço, fígado, medula, estômago, intestino, pele ou cérebro podem ser acometidos.

Não há um único protocolo para o tratamento de linfomas: ele depende do tipo e do estágio. “Normalmente, quimioterapia, radioterapia ou uma combinação das duas são as principais alternativas, mas cada caso é único. Também há terapias alvo-moleculares, semelhantes a um ‘míssil inteligente’, que atacam apenas as células doentes”, explica a Dra. Mariana Oliveira.

Em situações específicas, médicos podem indicar o transplante de medula óssea. Nos últimos anos, lembra a especialista, novas abordagens como terapia celular e imunoterapia têm mostrado resultados promissores, especialmente em tumores resistentes aos tratamentos tradicionais. “A imunoterapia estimula o próprio sistema imunológico do paciente a combater o câncer, com menos efeitos colaterais do que as medicações habituais”, destaca Mariana.

O Dia Mundial da Conscientização sobre Linfomas, celebrado em 15 de setembro, reforça o alerta: informação e busca por auxílio médico ao menor sinal suspeito são o caminho para vencer a doença.