Inteligência Artificial

ISQua Destaca Avanços da Inteligência Artificial na Saúde e Lança Ferramenta no Brasil

Tecnologia ganha protagonismo no setor de saúde, mas especialistas reforçam: cuidado humanizado ainda é indispensável

Por Redação Brazil Health , 15/10/2025

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ISQua Destaca Avanços da Inteligência Artificial na Saúde e Lança Ferramenta no Brasil

O uso de Inteligência Artificial (IA) na área da saúde foi o principal destaque da 41ª Conferência Internacional da ISQua, aberta ontem em São Paulo, com apoio da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Em clima festivo, o evento reuniu líderes nacionais e internacionais para debater inovações tecnológicas e a importância do toque humano nos cuidados com o paciente.

O equilíbrio entre tecnologia e empatia

Durante a cerimônia de abertura, o CEO da ISQua, Dr. Carsten Engel, ressaltou que, mesmo com os avanços da tecnologia, o fator humano precisa estar no centro das decisões em saúde. “A tecnologia, por si só, não é suficiente. O verdadeiro progresso exige toque humano, empatia, responsabilidade ética e o comprometimento em compreender as necessidades de cada paciente”, afirmou. Para Engel, o desafio é construir sistemas que garantam atendimento de qualidade, de modo sustentável e igualitário.

Inovação chega aos processos de avaliação

A ONA anunciou o lançamento de uma ferramenta própria de Inteligência Artificial que promete trazer mais agilidade e precisão à avaliação de hospitais e clínicas. “Essa inovação fortalece a consistência técnica do processo e otimiza o tempo de análise, permitindo que os avaliadores se concentrem em aspectos qualitativos e estratégicos”, detalhou Gilvane Lolato, gerente-geral de Operações da ONA. O sistema atua como um assistente inteligente, automatizando relatórios, sugerindo análises comparativas e validando informações coletadas nas visitas.

São Paulo aposta na melhoria da qualidade

A coordenadora de Qualidade da Secretaria da Saúde de São Paulo, Dra. Laís Casella, destacou o esforço do estado para ampliar a acreditação de unidades básicas de saúde. Com o objetivo de elevar os padrões de segurança e atendimento, há expectativa de que todas as 479 UBSs da capital passem pelo processo de certificação nos próximos meses. “Esses resultados demonstram nosso comprometimento em fortalecer a qualidade e a segurança das unidades básicas de saúde”, afirmou Casella.

Participação e inclusão marcam o evento

O Brasil ainda registrou um recorde de trabalhos submetidos nesta edição da conferência. Mais de 900 casos nacionais foram enviados para avaliação, indicando forte engajamento de profissionais brasileiros na busca por melhorias na assistência à saúde. “Cada resumo conta uma história, uma mensagem de esperança, um cuidado mais seguro, melhor e mais humano”, comemorou Gilvane Lolato.

Tecnologia como inclusão e acesso

Representando o Ministério da Saúde, Dr. Fernando Figueira apresentou as iniciativas federais para reduzir desigualdades e melhorar o acesso à informação. Soluções como o aplicativo Meu SUS Digital, que integra registros clínicos, vacinas e exames à Rede Nacional de Dados em Saúde, são apontadas como instrumentos que aproximam o cidadão do sistema, garantindo mais transparência e segurança.

Para os especialistas presentes, o futuro da saúde passa por um equilíbrio entre tecnologia e humanidade. “No Brasil, a tecnologia se tornou uma ferramenta de inclusão e equidade”, concluiu Figueira. Mas o consenso é claro: nenhum robô ou programa irá substituir a sensibilidade e o olhar atento do profissional de saúde no contato direto com o paciente.