Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Mpox: o que muda com nova cepa no Brasil e como se proteger

Após a confirmação, em São Paulo, de um caso ligado à variante 1b, infectologista explica sintomas, formas de transmissão e medidas simples para reduzir o risco de contágio no dia a dia.

Por Redação Brazil Health , 17/03/2026

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Mpox: o que muda com nova cepa no Brasil e como se proteger

O Ministério da Saúde confirmou, no início de março, o primeiro caso de mpox no Brasil causado pela cepa 1b do vírus, em uma mulher de 29 anos na região metropolitana de São Paulo. Segundo a pasta, a paciente teve contato com um familiar vindo do Congo, país onde a doença é considerada endêmica. O registro reforça a necessidade de manter a vigilância e a atenção aos sinais de infecção.

A mpox, conhecida anteriormente como varíola dos macacos, é causada pelo vírus monkeypox, da mesma família do vírus da varíola humana. Em geral, o quadro tende a ser mais leve do que o da varíola, mas pode causar sintomas importantes e exige cuidados para evitar transmissão, especialmente dentro de casa e em ambientes com contato próximo.

De acordo com o infectologista Julio Onita, coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital IGESP, os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos e lesões na pele. “Os principais sintomas incluem febre, dor de cabeça, cansaço, inchaço nos gânglios linfáticos e lesões cutâneas que podem se espalhar pelo corpo”, afirma.

Como a mpox é transmitida

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e objetos contaminados, como roupas, toalhas e roupas de cama. Também pode haver contágio por gotículas e secreções respiratórias em situações de exposição prolongada. O período de incubação costuma variar de 6 a 13 dias, podendo chegar a 21 dias.

Cuidados para reduzir o risco no dia a dia

Entre as medidas mais importantes está evitar contato com pessoas com suspeita ou confirmação de mpox, especialmente com lesões na pele. Itens pessoais, como toalhas, lençóis e roupas, não devem ser compartilhados. A higiene das mãos, com água e sabão ou álcool em gel, continua sendo uma orientação central. Em locais com surtos ou em convivência próxima com casos suspeitos, o uso de máscara pode ser adotado como medida adicional de proteção.

O que fazer ao ter sintomas e como é o tratamento

Na maioria das vezes, o tratamento é voltado ao alívio dos sintomas até a recuperação, que costuma ocorrer em algumas semanas. “O tratamento da Mpox é focado no alívio dos sintomas, já que, na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve e se resolve espontaneamente em algumas semanas”, explica Onita. Ele acrescenta que hidratação, descanso e medicamentos para febre e dor devem ser usados com orientação médica, além de cuidados locais com as lesões para evitar infecções secundárias.

Casos graves são menos frequentes e tendem a ocorrer em pessoas com imunidade comprometida, que podem precisar de acompanhamento mais intensivo e, eventualmente, de antivirais como o tecovirimat, sempre sob avaliação médica. A orientação, diante de febre e lesões na pele compatíveis com a doença, é procurar atendimento para confirmação do diagnóstico e receber instruções para reduzir o risco de transmissão.