Infecção urinária

Infecção Urinária no Inverno: 5 Mitos e Verdades Para Você Prevenir o Problema

Mudanças nos hábitos e no uso de roupas durante o frio contribuem para o aumento de infecções urinárias, principalmente entre mulheres, alerta especialista.

Por Redação Brazil Health , 05/08/2025

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Infecção Urinária no Inverno: 5 Mitos e Verdades Para Você Prevenir o Problema

No frio, hábitos e roupas podem aumentar o risco de infecção urinária; especialista esclarece dúvidas e dá dicas de prevenção.

Com a chegada das temperaturas mais baixas, os casos de infecção urinária registram aumento significativo, alerta o Dr. Reinaldo Uemoto, urologista do Hospital Santa Catarina - Paulista. Segundo o especialista, mudanças de comportamento típicas dessa época do ano ajudam a explicar esse cenário, especialmente entre o público feminino.

"O clima frio acaba levando as pessoas a beberem menos água, o que diminui a frequência urinária e favorece a proliferação de bactérias no trato urinário", explica Uemoto. Além disso, o uso frequente de roupas mais quentes e impermeáveis contribui para criar um ambiente propício ao crescimento de microrganismos na região genital.

Apesar da ligação mais forte com o público feminino e pacientes com histórico de doenças como diabetes, condições cardíacas ou imunodepressão, a infecção urinária pode atingir todas as faixas etárias e gêneros. Entender o que, de fato, contribui para o aumento dos casos é fundamental para a prevenção.

  • o número de pessoas com infecção urinária realmente aumenta durante o inverno, especialmente entre mulheres
  • a retenção de líquidos, frequentemente associada ao frio, é na verdade mais comum no verão; no inverno, o que acontece é a menor ingestão de água, levando à desidratação
  • usar roupas impermeáveis cria mais calor e umidade regional, favorecendo o crescimento bacteriano e elevando o risco de infecção
  • edema no rosto ou nas pernas pode indicar problemas renais ou cardiovasculares, mas não é sinal típico de infecção urinária
  • beber água é importante, mas medidas complementares são essenciais, incluindo higiene íntima adequada, roupas confortáveis, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios

Segundo o Dr. Uemoto, a combinação de higiene pessoal, hábitos saudáveis e atenção aos sinais do corpo são fundamentais para evitar complicações. "A melhor forma de se proteger é manter uma rotina de cuidados, mesmo que as temperaturas convidem à redução do consumo de líquidos ou ao uso de roupas mais fechadas", recomenda o médico.

Além disso, é fundamental procurar um profissional de saúde diante de sintomas como ardência ao urinar, dor pélvica ou necessidade frequente de ir ao banheiro. O tratamento precoce evita agravos e garante maior qualidade de vida durante o inverno.