Hipertensão

Novas Diretrizes Redefinem Diagnóstico e Tratamento da Hipertensão no Brasil em 2025

Parâmetros para pressão alta ficam mais rígidos e conceito de pré-hipertensão exige mudança de hábitos para milhões de brasileiros.

Por Redação Brazil Health , 25/09/2025

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Novas Diretrizes Redefinem Diagnóstico e Tratamento da Hipertensão no Brasil em 2025

A pressão arterial considerada “normal” no consultório médico passa a ter um novo significado para os brasileiros. As principais sociedades médicas do país lançaram nesta semana a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, alterando os critérios de diagnóstico e as recomendações de tratamento para milhões de pessoas.

Pela primeira vez, níveis de pressão como 12 por 8 deixam de ser classificados como normais e entram na categoria de pré-hipertensão. A atualização coloca em alerta pacientes com pressão sistólica entre 120-139 mmHg ou diastólica entre 80-89 mmHg – valores anteriormente considerados aceitáveis.

Segundo as sociedades, a proposta é identificar precocemente indivíduos com risco aumentado e reforçar a orientação para mudanças no estilo de vida, como alimentação balanceada, prática de exercícios físicos e controle do peso. “A classificação de pré-hipertensão tem o objetivo de incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas para evitar a progressão para a hipertensão arterial”, explica a nova diretriz.

A medida acompanha um movimento internacional e reflete a preocupação com o alto número de adultos acometidos pela pressão alta. De acordo com Rubens Zenobio Darwich, cardiologista e coordenador do serviço de Cardiologia do ECO Medical Center, o novo parâmetro permitirá uma atuação mais rigorosa. “A Sociedade Brasileira de Cardiologia, através da sua diretriz lançada agora, vem de forma robusta, embasada em estudos e publicações mundiais, abordar este tema extremamente prevalente, incluindo desde o diagnóstico até terapias específicas para diferentes grupos”, destaca o especialista.

O que muda na abordagem da hipertensão

  • ampliação do conceito de pré-hipertensão para valores de 12 por 8
  • incentivo ao diagnóstico precoce e mudanças não medicamentosas no início
  • recomendações de prevenção em todas as faixas etárias, incluindo crianças
  • orientação específica para homens, mulheres e mulheres em fase de amamentação

A hipertensão arterial, ou pressão alta, é uma doença silenciosa, que pode provocar complicações graves no coração, cérebro e rins quando não tratada. Os sintomas, quando aparecem, incluem dores de cabeça frequentes, tontura e palpitações, mas muitas vezes ela evolui sem sinais evidentes. Por isso, a checagem regular da pressão torna-se ainda mais importante com as novas diretrizes.

Meta de tratamento fica mais exigente

Outro ponto de destaque é a redefinição das metas de controle para pacientes já diagnosticados com hipertensão. Antes, aceitava-se como satisfatório o valor de até 14 por 9. Agora, a nova diretriz estipula que o objetivo de tratamento seja atingir pressão igual ou menor que 13 por 8, independentemente da idade, sexo ou presença de outras doenças.

As recomendações também trazem orientações para políticas de saúde pública, reforçando a importância de campanhas de prevenção e acesso facilitado ao diagnóstico. Especialistas enfatizam que pequenas alterações no cotidiano – como diminuir o consumo de sal, controlar o peso e evitar o tabagismo – podem fazer toda a diferença para manter a pressão sob controle e reduzir o risco de doenças cardiovasculares no futuro.