Higiene Íntima

Higiene íntima: ginecologista aponta erros comuns e como evitá-los

Dra. Elis Nogueira destaca hábitos simples para evitar irritações, mau odor e infecções, e esclarece que fazer xixi depois do sexo não evita gravidez.

Por Redação Brazil Health , 01/12/2025

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Higiene íntima: ginecologista aponta erros comuns e como evitá-los

Higiene íntima parece simples, mas pequenos deslizes podem abrir caminho para irritações, alergias e infecções. O alerta é da ginecologista Elis Nogueira, que reforça a importância de escolhas do dia a dia, da calcinha ao pós-sexo, para preservar a saúde genital.

Erros do dia a dia

Segundo a médica, a troca de absorventes externos e internos deve ocorrer, no máximo, a cada quatro horas para evitar umidade, mau odor e proliferação de microrganismos. Ela também recomenda calcinhas de algodão. "Tecidos respiráveis reduzem o abafamento e dificultam o crescimento de bactérias", afirma.

Outro ponto crítico é a direção da limpeza após evacuar. A orientação é sempre da frente para trás, da vulva em direção ao ânus. "O movimento contrário leva bactérias das fezes para a vagina e aumenta o risco de infecção", explica. A mesma regra vale ao se secar com papel ou usar o chuveirinho: primeiro a vulva, depois o ânus.

Durante a relação sexual, a especialista pede atenção à chamada contaminação cruzada. Qualquer contato das mãos ou do pênis com a região anal não deve ser seguido de penetração vaginal sem higiene prévia. "Parece óbvio, mas é uma das causas mais frequentes de infecções recorrentes", diz.

Depois do sexo: o que realmente ajuda

Urinar após a relação pode reduzir o risco de cistite, ao ajudar a eliminar bactérias da uretra. Mas não previne gravidez. "Fazer xixi depois do sexo não é método contraceptivo", reforça Nogueira. Para evitar infecções sexualmente transmissíveis e reduzir o risco de gestação não planejada, a orientação continua sendo o uso de preservativo e métodos contraceptivos adequados.

A lavagem externa da vulva com água é suficiente no pós-sexo. Duchas internas devem ser evitadas. "Jatos de água ou misturas caseiras podem empurrar germes para dentro do colo do útero e causar inflamações sérias", alerta.

O que usar (e o que evitar)

No dia a dia, sabonetes neutros ou íntimos de marcas confiáveis podem ser utilizados na parte externa da vulva. O excesso de fragrâncias e produtos sem registro não é indicado. "Receitas da internet e itens caseiros podem provocar irritações e até queimaduras químicas. O risco não compensa", afirma a ginecologista.

Em resumo, a regra é simples: higiene externa suave, roupas íntimas que deixem a pele respirar, trocas frequentes de absorventes e zero duchas intravaginais. "São hábitos fáceis de adotar e que fazem diferença real para a saúde íntima", conclui Nogueira.

Ao notar coceira persistente, corrimento com odor forte, ardor ao urinar ou dor pélvica, a recomendação é buscar avaliação médica. Tratar por conta própria pode mascarar sinais e atrasar o diagnóstico.