Herança Genética

10 Mitos Sobre Herança Genética: O Que É Verdade e o Que Ainda Gera Dúvidas

Entenda como a genética realmente influencia nossa aparência, saúde e riscos de doenças, desmontando crenças populares.

Por Redação Brazil Health , 15/08/2025

3 min de leitura

10 Mitos Sobre Herança Genética: O Que É Verdade e o Que Ainda Gera Dúvidas

A herança genética, processo pelo qual recebemos características dos nossos pais, ainda é cercada de mal-entendidos mesmo após décadas de estudos científicos. De aparência a predisposição a doenças, muitas ideias equivocadas persistem no imaginário popular, confundindo pais, futuros pais e até profissionais da saúde.

De acordo com especialistas, somos formados por 23 pares de cromossomos — conjuntos vindos metade do pai e metade da mãe — que abrigam o DNA responsável pela transmissão dos traços herdados. Mas isso não significa que o processo seja simples. “Costumamos ouvir que herdamos exatamente 50% de cada progenitor, mas há nuances. Por exemplo, o DNA mitocondrial é transmitido apenas pela mãe”, destaca a geneticista Juliana Furlan, mestre em genética humana.

Outra confusão comum é acreditar que apenas características físicas sejam hereditárias. Segundo o geneticista Eduardo Byk, “comportamentos e determinados riscos para doenças também podem ter relação com fatores herdados, embora o ambiente tenha grande influência na expressão desses genes”.

Confira os principais mitos sobre herança genética e o que a ciência já esclareceu:

  • apenas características físicas são hereditárias: fatores como comportamentos e predisposições a doenças também podem ser herdados.
  • características hereditárias não mudam ao longo da vida: ambiente e estilo de vida afetam a expressão de determinados genes.
  • genes são os únicos determinantes dos traços hereditários: alterações epigenéticas influenciam de maneira significativa.
  • herdamos exatamente 50% do material genético de cada pai: o DNA mitocondrial, por exemplo, vem só da mãe.
  • mudanças físicas adquiridas podem ser transmitidas: apenas alterações genéticas e epigenéticas se transmitem aos descendentes.
  • apenas algumas pessoas têm genes que causam doenças: todos têm os mesmos genes, mas mutações específicas e fatores externos impactam o risco.
  • doenças genéticas sempre se manifestam: algumas mutações podem não resultar em doença, dependendo do ambiente e dos hábitos de vida.
  • testes genéticos fornecem diagnósticos definitivos: eles indicam predisposições, não certezas de desenvolvimento de condições.
  • se não há histórico familiar, não há risco de doença genética: mutações podem surgir espontaneamente.
  • intervenções não podem modificar riscos genéticos: mudanças no estilo de vida podem influenciar na expressão dos genes e reduzir riscos.

A ciência já mostrou que, embora a genética tenha peso, fatores como alimentação, prática de exercícios e exposição a contaminantes determinam se e como determinados genes serão ativados. “O estilo de vida tem influência direta sobre a saúde de quem tem predisposição a doenças. Por isso, informação de qualidade é nossa maior aliada”, reforça Juliana Furlan.

Entender o que é mito e o que é fato sobre herança genética ajuda não só a combater preconceitos, mas também a cuidar melhor da própria saúde. Em caso de dúvidas, médicos e geneticistas são os profissionais indicados para orientar sobre riscos e alternativas de prevenção.