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Julho Amarelo: como evitar hepatites B e C ao fazer as unhas no salão

Utensílios com sangue invisível, como alicates e espátulas, podem transmitir vírus se não houver esterilização correta; especialistas orientam cuidados para clientes e profissionais.

Por Redação Brazil Health , 08/07/2026

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Julho Amarelo: como evitar hepatites B e C ao fazer as unhas no salão

Com a campanha do Julho Amarelo, que reforça a prevenção e o diagnóstico das hepatites virais, especialistas chamam atenção para um risco pouco lembrado no dia a dia: a transmissão dos vírus das hepatites B e C em procedimentos de manicure e pedicure, quando há contato com sangue e falhas na higienização de materiais.

O alerta vale para salões de todos os portes e também para atendimentos em domicílio. Isso porque pequenos ferimentos na cutícula são comuns, e instrumentos usados em sequência podem carregar partículas de sangue que não são visíveis a olho nu.

A hepatologista Patrícia Almeida, do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que o problema não está no procedimento em si, mas na falta de protocolos. “O sangue contaminado que pode estar presente em alicates de unhas e em outros utensílios utilizados na manicure/pedicure pode contaminar a própria profissional ou a cliente seguinte”, afirma.

O que aumenta o risco no salão

Estudos e levantamentos já apontaram a necessidade de vigilância nesse ambiente. Uma pesquisa de campo realizada em São Paulo com profissionais de manicure encontrou resultados positivos para hepatites B ou C em parte das trabalhadoras avaliadas, reforçando a importância de medidas consistentes de biossegurança.

Segundo a médica, a principal preocupação é o compartilhamento de utensílios sem esterilização adequada, além do reuso de itens que deveriam ser descartáveis.

Cuidados essenciais para profissionais e clientes

Para reduzir o risco de transmissão, recomenda-se adotar rotinas básicas de higiene e esterilização, com atenção especial aos instrumentos metálicos e aos materiais de uso único:

  • Esterilizar alicates, espátulas e outros instrumentos de metal em autoclave.
  • Usar luvas durante os atendimentos.
  • Lavar as mãos antes e depois de cada procedimento.
  • Não reutilizar lixas, lixas de esfoliação dos pés e palitos de madeira.
  • Trocar revestimentos plásticos e higienizar bacias de pés e mãos a cada cliente.
  • Utilizar toalhas limpas a cada atendimento.

Mitos sobre esterilização e a recomendação do kit individual

Patrícia Almeida diz que ainda há confusão sobre quais equipamentos realmente esterilizam os instrumentos. “Fornos não esterilizam metais. A profissional deve seguir corretamente as instruções do manual do equipamento de esterilização”, afirma. Em caso de uso de estufa, ela ressalta que é preciso respeitar tempo e temperatura recomendados, mantendo o equipamento fechado durante todo o processo.

A especialista também reforça que, para a cliente, nem sempre é simples verificar se a esterilização foi feita corretamente. Por isso, a medida mais segura é levar um kit individual com alicate, espátula, lixa, palito e toalha, de uso exclusivo.