Gordura no Fígado

Pessoas Magras Também Podem Ter Gordura no Fígado, Alerta Hepatologista

A condição, que pode evoluir para doenças graves, atinge até quem está com o peso adequado. Exames simples ajudam na prevenção e diagnóstico precoce.

Por Redação Brazil Health , 12/10/2025

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Pessoas Magras Também Podem Ter Gordura no Fígado, Alerta Hepatologista

Quando se fala em gordura no fígado, muita gente pensa que o problema está ligado apenas ao excesso de peso. Mas a verdade é que pessoas magras também podem desenvolver a chamada esteatose hepática, condição que muitas vezes não apresenta sintomas e pode evoluir para quadros sérios, como cirrose e até câncer.

Segundo a Dra. Lilian Curvelo, gastroenterologista e hepatologista, a associação entre sobrepeso e gordura no fígado não é regra. “Há um senso comum de que apenas pessoas acima do peso correm risco, mas, isso não poderia estar mais distante da realidade. Pessoas magras também podem desenvolver gordura no fígado, principalmente quando apresentam alterações no colesterol, triglicérides, diabetes ou hipertensão. É uma doença silenciosa, que pode evoluir para fibrose, cirrose ou até câncer de fígado”, explica.

Doença silenciosa e comum

Conhecida como Doença Hepática Gordurosa Não-Alcoólica (DHGNA), a esteatose já atinge cerca de 30% da população mundial. Dados recentes divulgados por pesquisa do Instituto Datafolha em parceria com uma farmacêutica mostram que 62% dos brasileiros dizem se preocupar com a gordura no fígado, mas apenas 7% já receberam diagnóstico. Além disso, a maioria não sabe como detectar a condição.

A médica destaca que fatores como genética, distúrbios metabólicos, desequilíbrio da flora intestinal, sedentarismo e alimentação rica em ultraprocessados podem impactar o fígado, independentemente do peso corporal.

Prevenção está nos hábitos e nos exames

Mudar alguns hábitos é fundamental para afastar o risco. “Alimentos ultraprocessados, industrializados e ricos em gordura fazem parte do dia a dia de muitas pessoas. Além disso, o sedentarismo aumenta a vulnerabilidade da população. Para proteger o fígado, precisamos resgatar hábitos simples: cozinhar em casa, fazer compras na feira, manter uma boa relação com a comida e praticar atividades físicas diariamente”, orienta a Dra. Lilian.

O diagnóstico costuma ser feito por meio de exames de sangue em check-ups de rotina, e, quando necessário, com ultrassom abdominal. Segundo a especialista, o acompanhamento médico e atitudes simples são o caminho para evitar a progressão da doença: “O mais importante é lembrar que saúde e qualidade de vida não dependem de medidas mirabolantes. Atitudes simples e consistentes, aliadas a consultas médicas regulares, podem evitar complicações graves e salvar vidas”.