Ginecomastia

Ginecomastia Afeta Até 10% dos Homens e Impacta Saúde Emocional de Adolescentes

Condição provoca impacto psicológico relevante e tem opções de tratamento medicamentoso e cirúrgico

Por Redação Brazil Health , 18/09/2025

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Ginecomastia Afeta Até 10% dos Homens e Impacta Saúde Emocional de Adolescentes

A ginecomastia, caracterizada pelo aumento visível das mamas em homens, atinge entre 5% e 10% da população masculina, segundo especialistas. Embora possa ocorrer em diferentes fases da vida, é na adolescência que o problema traz consequências mais profundas, afetando não apenas o corpo, mas também a autoestima e o convívio social.

O aumento mamário ocorre pelo crescimento da glândula mamária, com ou sem acúmulo de tecido adiposo, e tem causas diversas. Entre elas estão alterações hormonais comuns na puberdade, obesidade e uso de substâncias como anabolizantes. “O diagnóstico é clínico, mas, muitas vezes, é necessário realizar exames complementares, como perfil hormonal e exames de imagem, para identificar a causa da ginecomastia”, ressalta o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato.

Durante a adolescência, o desconforto pode ir além do físico. “A ginecomastia pode causar desconforto, insegurança, vergonha e perda da autoconfiança”, alerta Dr. Amato. Os impactos emocionais, em um período de busca por aceitação, podem gerar isolamento e dificultar a participação em atividades esportivas e sociais.

Felizmente, a ginecomastia tem tratamento. Quando o aumento das mamas dura menos de um ano, podem ser prescritos medicamentos por endocrinologistas ou mastologistas, visando bloquear a ação dos hormônios responsáveis pelo crescimento mamário.

“No entanto, quando a condição persiste após um ou dois anos e o tratamento medicamentoso não surte efeito, a abordagem cirúrgica torna-se uma opção viável. É feita a ressecção da glândula mamária, com pequenas incisões, geralmente realizadas ao redor da aréola do mamilo para minimizar cicatrizes visíveis”, detalha o especialista.

A intervenção cirúrgica pode envolver também técnicas combinadas para garantir melhor resultado estético e funcional:

  • remoção do excesso de gordura por lipoaspiração
  • retirada do tecido mamário e, se necessário, do excesso de pele
  • uso de radiofrequência para tratar ou prevenir flacidez na região

O pós-operatório costuma ser rápido, variando de uma a três semanas para recuperação, a depender do caso. “Atividades físicas, em geral, só são liberadas após o primeiro mês”, orienta Dr. Amato. O uso de malha compressiva também é recomendado no período, para evitar complicações e ajudar na redução do inchaço.