Inverno na gravidez: frio pode aumentar risco de gripe, pressão alta e infecção urinária
Baixas temperaturas favorecem vírus respiratórios e podem agravar quadros hipertensivos; obstetra orienta sinais de alerta e medidas simples de prevenção.
Por Redação Brazil Health , 26/06/2026
3 min de leitura
O inverno exige atenção extra das gestantes por combinar maior circulação de vírus respiratórios com mudanças no organismo que podem influenciar a pressão arterial e a hidratação. O resultado é um cenário em que problemas como gripe, Covid-19, infecção urinária e aumento da pressão podem aparecer com mais facilidade ou se agravar.
Segundo a ginecologista e obstetra Karina Belickas, do Hospital e Maternidade Santa Joana, ambientes fechados e com pouca ventilação típicos do frio favorecem a transmissão de vírus como o da Influenza e o coronavírus. Ela lembra que a gestação envolve adaptações do sistema imunológico, o que pode aumentar a vulnerabilidade a complicações.
Frio e pressão alta: por que o risco pode crescer
Além das infecções respiratórias, o inverno pode impactar a saúde vascular. Em temperaturas baixas, o corpo tende a contrair os vasos sanguíneos para reter calor, o que pode elevar a pressão arterial – um ponto crítico na gravidez.
“A vasoconstrição periférica induzida pelas baixas temperaturas pode antecipar o diagnóstico ou agravar quadros hipertensivos pré-existentes. Por isso, mulheres que já têm predisposição à pré-eclâmpsia precisam de um monitoramento muito mais rigoroso e frequente durante os meses frios”, afirma Belickas.
Menos sede não significa menos necessidade de água
No inverno, também é comum reduzir a ingestão de líquidos. Para a especialista, esse hábito pode trazer consequências além do desconforto do ressecamento da pele. “A tendência natural de reduzir o consumo de água no inverno é um perigo silencioso: a desidratação pode aumentar o risco de infecções urinárias e de contrações uterinas precoces”, diz.
Sinais de alerta e como se proteger
Belickas orienta que sintomas como febre, falta de ar, dor ao urinar, tosse persistente, inchaço súbito, dor de cabeça intensa, alterações visuais e aumento da pressão devem ser avaliados rapidamente pela equipe de pré-natal.
Entre as medidas preventivas recomendadas, a especialista destaca:
- Manter as vacinas indicadas na gestação em dia e reforçar a higiene das mãos, com água e sabão ou álcool em gel.
- Estabelecer uma meta diária de ingestão de água, mesmo com pouca sede, para reduzir o risco de desidratação e de infecção urinária.
- Arejar a casa e o local de trabalho sempre que possível e manter atividade física leve orientada no pré-natal, preferindo ambientes ventilados.
- Monitorar a pressão arterial com mais frequência quando houver histórico de hipertensão, pré-eclâmpsia ou outros fatores de risco.
Com acompanhamento médico regular e atenção a mudanças no corpo, a gestação pode atravessar os meses frios com menor risco para a mãe e o bebê.
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