Psiquiatria

Dia Mundial da Menopausa: Informação, Acolhimento e Bem-estar Para Uma Nova Fase

Estigma, sintomas e busca por tratamento: especialista esclarece caminhos para viver bem essa fase natural da vida da mulher

Por Redação Brazil Health , 19/10/2025

3 min de leitura

Dia Mundial da Menopausa: Informação, Acolhimento e Bem-estar Para Uma Nova Fase

O Dia Mundial da Menopausa, celebrado em 18 de outubro, propõe uma reflexão importante: por que um momento natural da vida feminina ainda é envolto em tanta desinformação? Segundo a ginecologista Dra. Ana Horovitz, falar sobre menopausa é fundamental para promover saúde, qualidade de vida e acolhimento às mulheres.

A menopausa geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos e é oficialmente diagnosticada após 12 meses consecutivos sem menstruação. Entretanto, sinais do chamado “climatério” — a transição para a menopausa — podem surgir anos antes, com mudanças no corpo e nas emoções.

“Ondas de calor, alterações no sono, ganho de peso, secura vaginal, mudanças no humor e diminuição da libido são sintomas muito comuns”, explica a médica. Há quem passe por esses sintomas de forma leve, mas para muitas mulheres, podem ser alterações significativas que afetam o bem-estar e a autoestima.

Menopausa não é doença: mas exige atenção e cuidado

Apesar de atingir todas as mulheres, a experiência para cada uma é única. “Mesmo sendo natural, a menopausa merece cuidado e acompanhamento médico”, destaca a especialista. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 80% das mulheres apresentam sintomas nessa fase e cerca de 25% relatam impacto relevante na qualidade de vida.

Dra. Ana Horovitz lembra que muitas mulheres no Brasil ainda deixam de procurar auxílio médico por acreditarem que se trata de algo inevitável ou “normal”. Essa crença reforça o sofrimento em silêncio: “A menopausa não deve ser vista como doença, mas é uma etapa fisiológica que requer atenção.”

A médica menciona que a terapia hormonal é um dos principais recursos para aliviar os sintomas mais incômodos, melhorando o sono e a saúde sexual, porém, cada caso deve ser analisado individualmente. Outras opções, como fitoterápicos, antidepressivos em doses baixas e técnicas complementares, também são alternativas eficazes em alguns casos.

Bem-estar físico e mental: a chave está na informação e no autocuidado

Os cuidados não devem se limitar ao tratamento dos sintomas. Com a queda dos níveis de estrogênio, aumenta o risco de problemas como osteoporose, doenças cardiovasculares e alterações metabólicas. “Exames periódicos, alimentação equilibrada, atividade física regular, além da ingestão adequada de cálcio e vitamina D, são essenciais para manter a saúde”, recomenda Dra. Ana.

  • Controle do peso
  • Abandono do tabagismo
  • Atenção à saúde mental

Também entram na lista de cuidados fundamentais. “Ansiedade, irritabilidade e até depressão podem se acentuar nesse período, por isso o acompanhamento profissional faz toda diferença”, reforça a médica.

Menopausa: uma fase de novas possibilidades

Mitos em torno do tema ainda prejudicam a autoestima e a busca por ajuda. “Ainda hoje, muitas mulheres associam o fim do ciclo menstrual à perda de feminilidade, envelhecimento acelerado ou fim da vida sexual”, aponta a ginecologista. Ela ressalta que a menopausa traz novos desafios, sim, mas também pode ser visto como um momento de transformação e de cuidar mais de si.

O Dia Mundial da Menopausa, acredita Dra. Ana Horovitz, é um convite para quebrar o silêncio, combater preconceitos e valorizar a saúde da mulher. “A menopausa não é um fim, mas uma nova fase — e pode ser vivida com plenitude quando há cuidado e acompanhamento adequados”, conclui.