Ortopedia e Traumatologia

Vacinação em idosos: entidade alerta para risco maior de internação por doenças respiratórias

Com avanço do outono e chegada do inverno, SBGG pede que pessoas a partir de 60 anos e quem convive com elas atualizem as vacinas para reduzir casos graves e perdas de autonomia.

Por Redação Brazil Health , 13/04/2026

3 min de leitura

Vacinação em idosos: entidade alerta para risco maior de internação por doenças respiratórias

Pessoas com 60 anos ou mais seguem concentrando as maiores taxas de internação e mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil, quadro que pode ser causado por diferentes vírus e bactérias. Com o início das campanhas de vacinação e a proximidade da Semana de Imunização, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) voltou a defender a atualização da carteira vacinal como medida central para prevenção de casos graves.

“Este é o momento ideal para garantir a vacinação. O outono já começou e o inverno se aproxima, por isso é fundamental reforçar a prevenção contra vírus respiratórios”, afirma a geriatra Maisa Kairalla, presidente da Comissão de Imunização da SBGG.

Quais infecções preocupam mais na terceira idade

Segundo a SBGG, entre as principais ameaças à população idosa estão a Covid-19, a gripe (influenza), o vírus sincicial respiratório (VSR), as infecções pneumocócicas e a coqueluche. A entidade chama atenção para o VSR, mais associado a crianças, mas capaz de provocar quadros graves em adultos mais velhos, sobretudo na presença de problemas pulmonares ou cardíacos.

“O VSR ainda é pouco conhecido entre adultos, mas pode causar quadros graves, principalmente em pessoas idosas com doenças pulmonares ou cardíacas. Precisamos lembrar também da pneumonia bacteriana, que é prevenível por meio de vacina e pode levar à hospitalização e ao óbito”, diz Kairalla.

Por que o risco aumenta com a idade

A especialista explica que o envelhecimento do sistema imunológico, chamado de imunossenescência, reduz a capacidade de resposta do organismo a infecções. Com isso, cresce a chance de complicações, especialmente entre idosos com comorbidades como diabetes e doenças cardiovasculares ou pulmonares.

“Isso significa que a pessoa idosa não apenas tem maior risco de adoecer, mas também maior probabilidade de evoluir com complicações”, afirma a médica, citando risco de necessidade de UTI, ventilação mecânica e infecções secundárias.

Impacto pode continuar após a alta

Para a SBGG, a prevenção também importa porque as consequências podem ir além da fase aguda da doença. Uma internação por infecção respiratória pode levar a perda de massa muscular, queda de funcionalidade e descompensação de doenças crônicas.

“Durante uma internação, o paciente pode ficar acamado, perder massa muscular e funcionalidade. Muitas vezes há descompensação de doenças crônicas já existentes. Nem sempre a pessoa idosa retorna ao seu nível de autonomia anterior”, ressalta Kairalla.

A entidade também defende a proteção indireta: familiares e cuidadores devem manter as vacinas em dia para reduzir a chance de levar vírus e bactérias para casa. “Cuidadores, familiares e pessoas que convivem com idosos devem manter a carteira vacinal atualizada. Quanto maior a cobertura vacinal ao redor da pessoa idosa, menor o risco de exposição”, orienta.

A Semana de Imunização ocorre de 25 de abril a 1º de maio e reforça a vacinação como estratégia de saúde pública, especialmente para grupos mais vulneráveis. A SBGG lembra que, após queda de cobertura vacinal nos últimos anos, retomar a cultura da prevenção é essencial para reduzir internações evitáveis e preservar qualidade de vida na velhice.