Gengiva

Gengiva sangrando? Veja 5 sinais que pedem atenção e podem afetar o coração

Inflamações na gengiva atingem até 90% dos latino-americanos e podem se relacionar a problemas no coração, diabetes e gravidez

Por Redação Brazil Health , 02/12/2025

3 min de leitura

Gengiva sangrando? Veja 5 sinais que pedem atenção e podem afetar o coração

A gengiva pode revelar muito sobre a saúde do corpo. Especialistas alertam que sintomas como sangramento e mau hálito, muitas vezes vistos como triviais, podem esconder problemas mais sérios.

Segundo dados do estudo Global Burden of Disease, de 2021, até 90% das pessoas na América Latina apresentam algum grau de inflamação gengival, cenário que exige atenção e diagnóstico precoce.

“Gengiva saudável é rosada e não sangra. Inchaço e mau hálito parecem comuns, mas podem indicar periodontite, que compromete os tecidos que sustentam os dentes e impacta até o coração”, afirma Leonardo Acioli, dentista e CEO da SorriaMed.

A gengiva atua como barreira de proteção das raízes e do osso, mantendo os dentes firmes. Quando inflamada, pode evoluir de gengivite, a forma mais leve, para periodontite, estágio avançado que danifica o suporte dos dentes.

Sinais que não devem ser ignorados

Para ajudar na identificação precoce, o especialista destaca cinco alertas que merecem avaliação odontológica:

  • Sangramento ao escovar ou usar fio dental
  • Mau hálito persistente
  • Gengiva avermelhada e/ou inchada
  • Sensação de dentes moles ou se mexendo
  • Carocinho com pus (abscesso) na gengiva

Esses sinais indicam inflamação ativa e possível acúmulo de bactérias abaixo da gengiva, com risco de perda óssea. Ao notar esses sintomas, procure um dentista.

Risco além da boca

A periodontite libera substâncias inflamatórias e permite a circulação de bactérias pelo sangue, o que se associa ao agravamento de doenças cardiovasculares, diabetes, problemas respiratórios e complicações na gestação.

Muitos casos evoluem sem dor. Por isso, a ausência de incômodo não significa saúde: pequenas mudanças na cor, no cheiro ou na firmeza dos dentes merecem atenção.

Prevenção e tratamento

“Mais de 50% dos casos poderiam ser evitados com cuidados simples: escovação adequada, uso diário do fio dental, consultas periódicas e evitar o tabagismo”, orienta Acioli.

O tratamento varia conforme o estágio, mas resultados são melhores com diagnóstico precoce. Entre as abordagens estão limpeza profunda, raspagem e alisamento radicular, terapias antimicrobianas, laserterapia e, em casos avançados, cirurgias periodontais.

Manter hábitos de higiene bucal e acompanhamento profissional regular é a melhor estratégia para evitar que a inflamação progrida e afete a saúde geral.

Grupos com fatores de risco, como fumantes, pessoas com diabetes e gestantes, devem redobrar a vigilância e buscar orientação odontológica especializada.

Notou sangramento frequente ou mau hálito persistente? Não espere a dor aparecer: a intervenção precoce reduz complicações e preserva dentes e qualidade de vida.