Câncer de intestino avança entre jovens; Inca prevê 53,8 mil casos em 2026
Crescimento em menores de 50 anos reforça atenção a sintomas e rastreamento; Março Azul destaca prevenção e hábitos de vida
Por Redação Brazil Health , 27/02/2026
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Tradicionalmente associado ao envelhecimento, o câncer colorretal vem crescendo entre pessoas com menos de 50 anos no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença deve somar cerca de 53,8 mil novos casos no país em 2026 e ocupar a terceira posição entre os tipos mais frequentes – atrás de mama e próstata, sem considerar pele não melanoma.
O avanço entre adultos mais jovens aumenta a urgência por diagnóstico precoce e por hábitos que reduzam o risco. A campanha Março Azul, dedicada à conscientização sobre o câncer de intestino, concentra ações de informação e incentivo ao rastreamento.
Alta entre jovens muda o perfil da doença
Estimativas internacionais apontam que tumores de cólon e reto responderam por cerca de 1,9 milhão de novos casos em 2022, representando aproximadamente 9,6% de todos os cânceres. No Brasil, o cenário reforça a necessidade de atenção a sinais do corpo e de acompanhamento médico regular, mesmo fora das faixas etárias historicamente associadas ao rastreamento.
“É importante conhecer os próprios hábitos intestinais e, ao notar alterações no formato ou na cor das fezes, na frequência ou sangramento nas evacuações, procurar avaliação. Perda de peso sem causa aparente e dor abdominal frequente também são sinais de alerta”, afirma o Dr. Thiago Jorge, coordenador de Tumores Gastrointestinais do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Rastreamento e sinais de alerta
A colonoscopia é o principal exame de rastreamento e, para pessoas assintomáticas sem histórico familiar, costuma ser indicada a partir dos 45 anos. Em quem tem fatores de risco ou parentes com a doença, a investigação pode começar antes – decisão que deve ser tomada com o médico.
Segundo o especialista, detectar lesões iniciais aumenta as chances de sucesso do tratamento. “Quando identificado nas fases iniciais, o câncer de intestino apresenta altas taxas de cura. O maior desafio ainda é fazer com que as pessoas não ignorem os sinais do próprio corpo e busquem avaliação médica no momento certo”, completa Jorge.
Prevenção no dia a dia
A Sociedade Brasileira de Coloproctologia elenca seis pilares para reduzir o risco de câncer colorretal. São medidas simples, mas consistentes quando mantidas ao longo do tempo:
- Manter alimentação equilibrada, com frutas, legumes, verduras e fibras
- Controlar o peso corporal
- Praticar atividade física regularmente
- Não fumar
- Garantir ingestão adequada de água – em média, até três litros por dia
- Preservar o hábito intestinal regular, evitando constipação persistente
Com a projeção de crescimento da doença e mudança no perfil dos pacientes, informação de qualidade, prevenção e rastreamento oportuno seguem como os principais caminhos para reduzir o impacto do câncer de intestino no país.