Gastroenterites

Vai à praia no fim do ano? Doenças mais comuns e como se proteger

Calor, comida fora da geladeira e encontros lotados elevam casos de gastroenterite, gripes e dengue; veja sinais de alerta e cuidados simples

Por Redação Brazil Health , 07/12/2025

3 min de leitura

Vai à praia no fim do ano? Doenças mais comuns e como se proteger

Sol, mar e mesas fartas voltam a marcar as festas de fim de ano — e também a temporada de doenças típicas do verão. Gastroenterites, intoxicações alimentares e infecções respiratórias costumam crescer quando as temperaturas sobem e as aglomerações aumentam.

Segundo a infectologista Carla Kobayashi, do Hospital Sírio-Libanês, calor e conservação inadequada dos alimentos formam um terreno fértil para micróbios. “A principal complicação das gastroenterites é a desidratação. Diante de pouca urina ou dificuldade para beber líquidos, procure atendimento”, alerta.

Falhas na higiene das mãos e o compartilhamento de utensílios também favorecem a transmissão de vírus e bactérias — um combo comum em festas, quiosques e quentinhas de praia.

Gastroenterites lideram no calor

Alimentos fora da geladeira por longos períodos podem abrigar bactérias como salmonela e E. coli. Os sintomas mais frequentes são diarreia, vômitos, dor abdominal, febre e mal-estar.

Levantamento global do estudo GBD, publicado em 2024 na revista The Lancet Infectious Diseases, mostra que as doenças diarreicas seguem entre as principais causas de morte no mundo, sobretudo em crianças e idosos, apesar da queda nas últimas décadas.

Vírus respiratórios ainda circulam

Mesmo com o calor, influenza, rinovírus, vírus sincicial respiratório e o coronavírus continuam em circulação. As confraternizações e viagens de fim de ano ampliam o risco de contágio. “É um período de maior contato entre as pessoas, o que facilita a propagação de vírus respiratórios”, reforça Kobayashi.

Febre, dor de cabeça, garganta arranhando, coriza, tosse e dores no corpo são sinais de alerta para procurar orientação, especialmente em grupos vulneráveis.

Mosquito da dengue exige vigilância

O Ministério da Saúde lembra que os meses quentes e chuvosos elevam o risco de dengue, zika e chikungunya. Mesmo com queda superior a 70% nos registros de dengue em 2025, o país somou cerca de 1,3 milhão de casos prováveis entre janeiro e outubro. O combate ao Aedes aegypti segue como a melhor estratégia.

“Períodos de aparente tranquilidade não significam segurança garantida. Eliminar criadouros precisa virar rotina”, orienta a infectologista.

Como se prevenir no verão

  • Lave bem as mãos antes de preparar alimentos, antes e depois de comer e após tossir ou espirrar.
  • Evite comidas que ficaram muito tempo fora da geladeira, especialmente as que levam ovos ou maionese.
  • Use água potável e consuma apenas frutas bem lavadas.
  • Mantenha-se hidratado: calor acelera a perda de líquidos.
  • Evite aglomerações se estiver com sintomas gripais.
  • Ao tossir ou espirrar, cubra nariz e boca e não compartilhe copos ou talheres.
  • Use repelente e elimine água parada para afastar o mosquito da dengue.

Para aproveitar a temporada, Kobayashi recomenda hidratação constante e cardápio leve, com frutas e alimentos frescos. “Evitar excessos e cuidar da higiene faz diferença para um verão com saúde”, finaliza.