Formigamento

Dormência nas Mãos ou Pés: Principais Causas, Sinais de Alerta e Opções de Tratamento

Formigamento ou falta de sensibilidade podem ser sinais de alerta. Entenda as causas mais comuns, quando procurar um médico e como tratar.

Por Redação Brazil Health , 22/10/2025

4 min de leitura

Dormência nas Mãos ou Pés: Principais Causas, Sinais de Alerta e Opções de Tratamento

Sentir dormência nas mãos ou nos pés é uma situação bastante comum, que pode acontecer em qualquer fase da vida e tem diferentes causas. A sensação, conhecida também como formigamento, pode variar de leve a intensa e tanto aparecer rapidamente como persistir por dias. Mas em alguns casos, esse sintoma pode indicar problemas sérios de saúde e merece atenção especial.

Má circulação, diabetes e outros fatores podem estar envolvidos

Entre os motivos mais frequentes da dormência está a má circulação do sangue, causada por fatores como o endurecimento das artérias ou até por ficar muito tempo na mesma posição. “O endurecimento das artérias pode limitar o fluxo sanguíneo, resultando em dormência e formigamento”, explica a médica Dra. Andréa Klepacz. Até hábitos simples, como cruzar as pernas por muito tempo ou apoiar os braços em superfícies duras, podem causar dormência passageira.

A diabetes também pode estar na origem do sintoma. Quando não controlada, a doença danifica os nervos, o que leva à sensação de formigamento ou dormência nas extremidades. “A neuropatia diabética ocorre quando o alto nível de glicose no sangue danifica os nervos”, afirma Klepacz.

Outras causas importantes envolvem distúrbios neurológicos, como esclerose múltipla, acidente vascular cerebral (AVC) e neuropatia periférica. Segundo a médica, “um AVC pode causar dormência súbita em um lado do corpo, sendo considerado uma emergência médica”.

A chamada síndrome do túnel do carpo, resultado da compressão de um nervo importante da mão, também está entre os motivos mais comuns. “Os sintomas incluem dormência ou formigamento nas mãos, principalmente nos dedos polegar, indicador e médio, e dificuldade em segurar objetos”, conta ela.

Quando a dormência nas mãos ou pés merece preocupação?

Nem toda dormência indica problemas graves. Muitas vezes, pode ser apenas resultado de má postura. No entanto, alguns sinais acendem o alerta, como aponta a especialista:

  • Dormência súbita: Se surgir de repente e vier acompanhada de dor de cabeça intensa, confusão, dificuldade para falar ou paralisia em um lado do corpo, pode estar relacionada a um AVC e exige atendimento imediato.
  • Persistência dos sintomas: Se a dormência não vai embora após alguns minutos ou aparece com frequência, procure um médico para investigar.
  • Piora dos sintomas: Caso a sensação se intensifique ou venha acompanhada de dor, fraqueza ou dificuldade para se movimentar, uma avaliação médica é fundamental.

“Se a dormência persistir por mais de alguns minutos ou ocorrer frequentemente, isso pode ser um sinal de uma condição subjacente que necessita de investigação”, alerta Dra. Andréa.

Como é feito o diagnóstico e quais as opções de tratamento?

O diagnóstico começa com uma avaliação detalhada, considerando hábitos, histórico de saúde e um exame físico simples. Em alguns casos, exames de sangue ou exames específicos para avaliar músculos e nervos podem ser solicitados. Testes de imagem, como ressonância magnética ou tomografia, ajudam a descartar problemas mais sérios no cérebro e medula.

O tratamento depende da causa identificada. Algumas estratégias adotadas são:

  • Mudanças no estilo de vida: Adotar hábitos mais saudáveis, como uma alimentação equilibrada, exercícios regulares e o abandono do cigarro, pode ajudar a prevenir crises de dormência.
  • Uso de medicamentos: Analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos ou anticonvulsivantes podem ser prescritos conforme a origem do problema.
  • Terapias físicas: Fisioterapia pode melhorar força, mobilidade e aliviar a compressão dos nervos.
  • Cirurgia: Em situações graves, especialmente na síndrome do túnel do carpo, pode ser indicada uma intervenção cirúrgica.

“O diagnóstico preciso e um tratamento adequado podem melhorar significativamente a qualidade de vida e evitar complicações mais graves”, ressalta a médica. Ela reforça: não hesite em buscar avaliação profissional ao notar mudanças persistentes, especialmente se os sintomas vierem acompanhados de outros sinais preocupantes.