Fevereiro Laranja

Fevereiro Laranja: por que infecções ameaçam pacientes com leucemia

Por Redação Brazil Health , 03/02/2026

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Fevereiro Laranja: por que infecções ameaçam pacientes com leucemia

Pessoas em tratamento podem apresentar doenças oportunistas, devido à baixa imunidade. Saiba como identificar e prevenir infecções

Neste Fevereiro Laranja, mês de conscientização sobre a leucemia, câncer que afeta o sangue e a medula óssea, é fundamental chamar atenção para um risco frequente enfrentado por pacientes em tratamento: as infecções. Pessoas com leucemia apresentam o sistema imunológico comprometido, o que as torna mais suscetíveis a quadros infecciosos, explica a infectologista Jéssica Ramos.

Na leucemia, a medula óssea passa a produzir células anormais em vez de glóbulos brancos funcionais, responsáveis pela defesa do organismo. Com a imunidade reduzida, microrganismos que normalmente convivem com o corpo sem causar danos, como bactérias presentes na pele, na boca e no intestino, podem provocar infecções graves. Vírus e fungos do ambiente também encontram condições favoráveis para se proliferar. Esse cenário pode ser agravado pelo próprio tratamento oncológico, especialmente a quimioterapia.

Em pessoas imunossuprimidas, a febre muitas vezes é o primeiro e, em alguns casos, o único sinal de infecção. Por isso, qualquer elevação da temperatura corporal deve ser encarada como uma emergência médica. Segundo a especialista, infecções podem evoluir rapidamente para quadros graves e até comprometer a continuidade do tratamento contra o câncer.

Infecções mais comuns

Entre os quadros infecciosos mais frequentes em pacientes com leucemia estão:

  • Bacterianas, como pneumonias, infecções urinárias e infecções generalizadas no sangue, conhecidas como sepse.
  • Virais, incluindo gripe, Covid-19, herpes e outros vírus respiratórios.
  • Fúngicas, com maior acometimento dos pulmões, especialmente a aspergilose, mais comum em pacientes em quimioterapia.

Prevenção e vacinação

A prevenção faz parte do cuidado integral no tratamento da leucemia e contribui para reduzir internações e complicações. Entre as medidas recomendadas estão a higiene rigorosa das mãos, evitar contato com pessoas doentes, uso de máscaras em ambientes de maior risco, atenção à alimentação e, quando indicado pelo médico, o uso de medicamentos preventivos, como antibióticos, antivirais ou antifúngicos.

De acordo com a infectologista, a vacinação deve ser priorizada sempre que possível, como forma de proteger o paciente e evitar infecções mais graves. Também é essencial que familiares e pessoas próximas estejam com o esquema vacinal atualizado, criando um verdadeiro escudo de proteção ao redor do paciente.

A especialista reforça que o controle das infecções deve caminhar lado a lado com o tratamento oncológico. O reconhecimento precoce dos sinais e a adoção de medidas preventivas podem fazer toda a diferença na recuperação e na segurança do paciente.