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Feridas Crônicas Podem Revelar Doenças Ocultas e Avanços Evitam Amputações

Muitas pessoas ignoram sintomas persistentes, mas feridas que não cicatrizam são sinais de alerta importantes. Novas tecnologias ajudam a prevenir complicações e facilitam diagnósticos precoces.

Por Redação Brazil Health , 30/09/2025

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Feridas Crônicas Podem Revelar Doenças Ocultas e Avanços Evitam Amputações

Feridas que parecem pequenas ou apenas incômodas podem esconder problemas de saúde graves. Segundo a médica Andréa Klepacz, feridas crônicas – que não cicatrizam em até três meses – são sintomas que merecem atenção especial. “Muitas vezes, são indicadores de doenças sistêmicas como diabetes, doenças dermatológicas e vasculares, e ignorar o tratamento pode levar a consequências sérias, incluindo amputações”, alerta a médica.

Um dos principais exemplos destacados pela especialista é a diabetes. “A hiperglicemia pode danificar nervos e a circulação sanguínea, dificultando a cicatrização”, explica Andréa Klepacz. Nessas situações, o risco de desenvolvimento de úlceras nos pés aumenta, e, sem tratamento, pode evoluir para infecções severas e amputações.

Outro cenário preocupante envolve a Doença Arterial Obstrutiva Periférica, na qual a circulação inadequada dificulta a resposta do corpo às lesões. Nessas regiões, especialmente nos pés e pernas, as feridas podem se agravar rapidamente se não houver uma intervenção médica adequada. “Feridas crônicas devem ser avaliadas como possíveis alertas para doenças graves. Reconhecê-las pode permitir diagnósticos precoces e tratamentos mais eficazes”, ressalta a especialista.

O avanço da ciência e da tecnologia trouxe novas soluções para o tratamento de feridas crônicas e para o diagnóstico das doenças que as causam. Entre as principais inovações estão:

  • Nutrição Parenteral Total (TPN): Fornece nutrientes diretamente na corrente sanguínea, essencial para quem não se alimenta normalmente. “A nutrição adequada acelera o processo de cicatrização”, enfatiza Klepacz.
  • Matrizes regenerativas: Estruturas que possibilitam a regeneração do tecido, proporcionando uma recuperação mais eficaz de feridas persistentes.
  • Oxigenoterapia hiperbárica: O paciente respira oxigênio puro em uma câmara pressurizada, o que melhora a oxigenação e acelera a cura de feridas resistentes.

“Ferramentas de diagnóstico, como ultrassonografias e exames laboratoriais, aliadas às novas terapias, ajudam a detectar e tratar tanto a ferida quanto sua causa”, explica Andréa Klepacz.

Apesar dos avanços, a médica alerta que o acesso às terapias inovadoras ainda é restrito. “O SUS atende a maior parte da população, mas limitações orçamentárias, desigualdade geográfica e falta de capacitação dos profissionais trazem barreiras para o atendimento adequado”, pontua.

  • Falta de recursos financeiros: Muitos tratamentos avançados são caros e nem sempre são ofertados na rede pública.
  • Desigualdade geográfica: Regiões mais distantes ou menos desenvolvidas sofrem com a ausência de recursos especializados.
  • Capacitação profissional: “É fundamental que os profissionais reconheçam a ferida crônica como um possível sinal de doenças sistêmicas”, reforça a especialista.
  • Burocracia e falta de informação: Dificuldades administrativas no sistema e pouca divulgação também atrasam o acesso dos pacientes ao melhor tratamento disponível.

Para Andréa Klepacz, a conscientização de profissionais de saúde e do público é fundamental. “O tratamento adequado de feridas vai além da cicatrização: pode salvar vidas ao revelar doenças ocultas e prevenir complicações, como a amputação”, conclui.