Febre

Febre em alta: saiba quando se preocupar e quando ela é aliada

Com viroses e doenças transmitidas por mosquitos em circulação, especialistas explicam como avaliar o sintoma e quando buscar atendimento.

Por Redação Brazil Health , 21/11/2025

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Febre em alta: saiba quando se preocupar e quando ela é aliada

Com a combinação de mudanças de temperatura e aumento de casos de viroses e de doenças como dengue, zika e chikungunya, a febre volta a preocupar famílias. Longe de ser sempre vilã, ela é uma reação natural do corpo e pode atuar como aliada na defesa do organismo, reforça a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

“A febre é um sintoma que acompanha diversas condições, desde infecções virais simples até doenças mais graves. Ela é uma resposta fisiológica a um processo inflamatório e, muitas vezes, um mecanismo de proteção do corpo”, explica a infectologista Jéssica Ramos, do Hospital Sírio-Libanês.

Sinal de alerta, não doença

A febre não é uma doença, mas um aviso de que o organismo enfrenta uma agressão, como uma infecção por vírus ou bactérias. Ela ajuda o sistema de defesa a trabalhar melhor. Em geral, o uso de antitérmico é indicado quando há desconforto associado, como dor de cabeça, dores no corpo, calafrios ou mal-estar.

Viroses comuns atingem as vias respiratórias, o intestino ou a pele. Já as doenças transmitidas por mosquitos e carrapatos podem começar de forma parecida, com febre e sintomas inespecíficos, o que dificulta a identificação nos primeiros dias. “Essas doenças costumam gerar bastante ansiedade, especialmente entre pais de crianças pequenas. A febre é o primeiro sinal de que algo não está bem, mas o importante é observar o contexto: se ela vem acompanhada de sintomas como manchas, desânimo intenso ou dificuldade para respirar, é preciso procurar um médico”, orienta a especialista.

O que é considerado febre

Em crianças, a referência foi atualizada: considera-se febre a temperatura axilar a partir de 37,5ºC, ou 38ºC quando medida por via oral ou retal. Mais do que o número isolado, valem a intensidade e a duração do quadro, além dos sinais associados.

“Desde uma simples gripe até condições mais graves como pneumonia, tuberculose ou sepse podem provocar febre. Se a temperatura persistir por mais de 48 horas ou atingir níveis altos, o acompanhamento médico é imprescindível”, reforça Ramos.

Quando buscar atendimento

Procure serviço de saúde diante de sinais de alarme ou suspeita de dengue e outras doenças transmitidas por mosquitos, sobretudo em crianças pequenas, idosos e pessoas com condições crônicas. Fique atento a:

  • Febre que dura mais de 48 horas ou que vai e volta sem explicação.
  • Temperatura muito alta para a idade ou que não cede.
  • Manchas pelo corpo, desânimo intenso ou dificuldade para respirar.
  • Dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e mal-estar importantes.

Além de monitorar a temperatura com termômetro, manter hábitos de higiene, alimentação equilibrada e medidas de prevenção contra mosquitos ajuda a reduzir o risco de infecções. Na dúvida, a orientação é buscar avaliação médica para diagnóstico e conduta adequados.