Exposição Solar

SBD Alerta Sobre Riscos da Exposição Solar Precoce e Reforça Proteção na Infância

Nesta data, especialistas destacam a importância da proteção solar desde a primeira infância para evitar danos graves à saúde ao longo da vida.

Por Redação Brazil Health , 11/10/2025

3 min de leitura

SBD Alerta Sobre Riscos da Exposição Solar Precoce e Reforça Proteção na Infância

Com a aproximação do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) chama a atenção para um risco que costuma passar despercebido por pais e responsáveis: a exposição exagerada ao sol durante a infância e adolescência pode ser decisiva para a saúde da pele na vida adulta.

Segundo a dermatologista Silvia Soutto Mayor, coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD, a exposição solar deve ser equilibrada desde cedo. “Crianças geralmente passam mais tempo ao ar livre do que os adultos, seja brincando ou praticando esportes, o que eleva bastante o tempo sob radiação ultravioleta”, afirma.

Embora essa exposição ajude na produção de vitamina D e no fortalecimento dos ossos, a especialista alerta que o excesso é perigoso. “Pesquisas mostram que mais da metade da radiação acumulada ao longo da vida se concentra na infância e adolescência. Casos frequentes de queimaduras solares na infância podem aumentar significativamente o risco de câncer de pele no futuro”, destaca.

Como proteger pele das crianças

Bebês menores de seis meses não devem usar protetor solar químico. Nesta fase, a orientação é apostar em proteção física, como roupas apropriadas, chapéus, bonés e até mesmo o uso de guarda-sol, segundo Dra. Silvia Soutto Mayor. Após os seis meses de idade, em situações de exposição prolongada ao sol, como em passeios na praia ou piscina, recomenda-se o uso de filtros solares infantis – desenvolvidos para a pele sensível das crianças e com menor número de substâncias químicas.

Outra recomendação importante é evitar o sol entre 9h e 15h, período em que a radiação ultravioleta está mais intensa e os riscos de danos à pele são maiores.

Papel do acompanhamento médico

A dermatologista reforça ainda o papel do especialista em dermatologia pediátrica: “Esse profissional tem preparo para diagnosticar e tratar tanto doenças comuns de pele em crianças quanto quadros genéticos ou inflamatórios, identificando riscos antes que se tornem graves.”

Observação regular de pintas e sinais na pele das crianças faz parte da prevenção e pode ajudar no diagnóstico precoce.

  • Evite exposição ao sol nos horários de maior intensidade.
  • Use roupas, chapéus e acessórios de proteção sempre que estiver ao ar livre.
  • Inclua protetor solar infantil na rotina após os seis meses de idade.
  • Esteja atento a mudanças em manchas, pintas ou sinais na pele.

No mês de dezembro, a SBD promove a campanha Dezembro Laranja, dedicada à conscientização sobre o câncer de pele. Mas, para os especialistas, o cuidado deve começar desde cedo. “A infância é a fase em que mais acumulamos radiação solar. Cuidar da pele desde cedo é o primeiro passo para prevenir doenças e garantir um crescimento saudável”, conclui Dra. Silvia Soutto Mayor.