Exames de Imagem

Como ajudar crianças a enfrentarem exames de imagem: cinco estratégias

Conversa, presença de um adulto, brincadeiras de preparação, sedação quando necessária e aparelhos mais confortáveis podem reduzir o medo em raio X, tomografia e ressonância.

Por Redação Brazil Health , 01/02/2026

3 min de leitura

Como ajudar crianças a enfrentarem exames de imagem: cinco estratégias

Exames de imagem podem assustar crianças – da necessidade de ficar imóvel ao barulho e ao espaço fechado da ressonância magnética. Especialistas recomendam medidas simples que tornam a experiência mais tranquila para os pequenos e facilitam a realização do procedimento por equipes de saúde.

Conversa franca antes do procedimento

Explicar o que vai acontecer, de forma honesta e adequada à idade, ajuda a diminuir a ansiedade. “Esclarecer como será o procedimento de forma lúdica e honesta, mostrando que o equipamento é seguro e benéfico, ajuda a reduzir a ansiedade”, afirma Vitor Sardenberg, médico radiologista da clínica CDPI, no Rio de Janeiro. Segundo ele, vale envolver a equipe do serviço de imagem para responder dúvidas e mostrar o ambiente antes do exame, quando possível.

Presença e preparo lúdico

A companhia de um adulto de confiança reduz o estresse. Em muitos serviços, um responsável pode permanecer na sala, seguindo as normas de segurança do equipamento – medida que transmite segurança e favorece a cooperação. Em casa, o “ensaio” também contribui: simular o exame com livros, vídeos ou brincadeiras de faz de conta, pedindo que a criança fique “parada como uma estátua” por alguns instantes, dá previsibilidade e controle sobre o que vai acontecer.

Sedação e avanços que encurtam o exame

Quando a imobilidade é inviável – como em bebês, crianças muito pequenas ou casos de ansiedade intensa –, a sedação pode ser indicada após avaliação médica. “Esse procedimento, realizado sob os cuidados de um médico anestesista, garante que o exame seja feito de forma tranquila e segura. No entanto, essa opção deve ser sempre bem avaliada e discutida com o médico solicitante”, orienta Sardenberg.

Recursos tecnológicos também ajudam. Ressonâncias com tubo mais largo e curto reduzem a sensação de confinamento e podem beneficiar crianças com claustrofobia. Além disso, novas técnicas de aquisição e processamento de imagem vêm diminuindo o tempo de permanência no equipamento – em certos protocolos, exames que levavam cerca de 30 minutos podem ser concluídos em aproximadamente 15, o que aumenta o conforto e a chance de colaboração infantil.

Para os pais e cuidadores, o recado é direto: preparar a criança com informação simples, oferecer apoio presencial e, quando necessário, discutir alternativas com a equipe assistencial são passos que tornam o exame mais seguro e menos assustador para toda a família.