Exames com Radiação

Exames Com Radiação Não Têm Limite Anual, Mas Exigem Justificativa e Controle Técnico

Número de exames com radiação não tem limite anual, mas exige rigor médico e técnicoEspecialistas reforçam importância da indicação adequada, redução de doses e protocolos de segurança em exames de imagem

Por Redação Brazil Health , 08/08/2025

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Exames Com Radiação Não Têm Limite Anual, Mas Exigem Justificativa e Controle Técnico

Número de exames com radiação não tem limite anual, mas exige rigor médico e técnico

Especialistas reforçam importância da indicação adequada, redução de doses e protocolos de segurança em exames de imagem

Exames como tomografia computadorizada e raios-X são essenciais no diagnóstico de diversas doenças, mas ainda geram dúvidas sobre possíveis riscos pela exposição à radiação. Apesar da preocupação, não existe um número máximo fixado de exames radiológicos que uma mesma pessoa pode realizar por ano no Brasil. A orientação é que cada procedimento seja criteriosamente avaliado, sempre considerando benefícios e riscos de forma individualizada.

Segundo a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), referência na área, a recomendação segue princípios internacionais de segurança, priorizando a justificativa clínica e o uso responsável da tecnologia. “Os exames radiológicos devem sempre seguir o princípio da justificação: só são realizados quando os benefícios superam os riscos. Na prática, isso significa que o paciente pode realizar mais de um exame com radiação ao longo do tempo, desde que haja indicação clínica e que os parâmetros de segurança sejam respeitados”, explica o Dr. Henrique Carrete Jr., Head de Qualidade da FIDI.

Uso racional e tecnologia para menor exposição

A política adotada pela FIDI é clara em alguns pontos:

  • evitar exames desnecessários;
  • incentivar o diálogo entre médico e paciente sobre a real necessidade do exame;
  • dar preferência a métodos que não usam radiação, como ultrassonografia e ressonância magnética, sempre que possível;
  • reduzir ao mínimo a dose de radiação empregada, sem comprometer a qualidade da imagem.

O avanço tecnológico já permite diminuir consideravelmente a exposição do paciente. “Conseguimos aplicar protocolos personalizados que reduzem significativamente a dose de radiação sem comprometer a precisão do exame. Um exemplo é a tomografia de tórax e abdome, cujas imagens podem ser obtidas com até 75% menos radiação”, observa o Dr. Carrete Jr.

Atenção a públicos sensíveis

Grupos mais vulneráveis, como gestantes, crianças e idosos, requerem protocolos especiais. “O feto é particularmente vulnerável à radiação entre a terceira e a 15ª semana de gestação. Por isso, é fundamental que a paciente informe se está grávida ou com suspeita antes de qualquer exame. A indicação deve ser avaliada com cautela entre o médico solicitante e o radiologista”, reforça o especialista.

A recomendação é que pais e cuidadores estejam atentos ao histórico de exames das crianças, solicitando apenas os realmente necessários. Para idosos, é fundamental adaptar as doses à condição clínica. “Nosso foco é sempre garantir a menor exposição possível, preservando a qualidade do diagnóstico. Essa é uma premissa que guia todas as nossas unidades e equipes técnicas”, conclui Carrete Jr.