Enxaqueca

Alimentação e Apoio Nutricional São Estratégicos no Controle e Tratamento da Enxaqueca

Mudanças no cardápio são parte importante no controle da enxaqueca, uma doença que vai muito além da tradicional dor de cabeça.

Por Redação Brazil Health , 16/10/2025

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Alimentação e Apoio Nutricional São Estratégicos no Controle e Tratamento da Enxaqueca

A enxaqueca é muito mais do que uma simples dor de cabeça. Trata-se de uma doença neurológica crônica que atinge cerca de 30 milhões de brasileiros, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, e costuma vir acompanhada de sintomas como náuseas, distúrbios visuais e alterações gastrointestinais. Embora não exista cura para a enxaqueca por ser uma condição hereditária, o tratamento tem evoluído, e a alimentação é uma das armas para amenizar as crises.

O cuidado multidisciplinar, que envolve neurologista, nutricionista e outros especialistas, é essencial no combate à doença. Segundo a neurologista Thais Villa, “a enxaqueca é uma doença de um cérebro hiperexcitável. Substâncias estimulantes presentes em alguns alimentos — como cafeína e compostos termogênicos, por exemplo — podem atuar como gatilhos e ‘pioradores’ das crises, especialmente em indivíduos com mais sensibilidade neurológica”.

Alimentos que podem piorar as crises

Alguns itens presentes no dia a dia de muitos brasileiros devem ser observados com cautela. Veja alguns exemplos de alimentos que podem desencadear ou agravar os episódios de enxaqueca:

  • Bebidas com cafeína, como café, chás escuros, mate, refrigerante de cola e energéticos
  • Pré-treinos e suplementos estimulantes
  • Alimentos ricos em glutamato monossódico, como temperos industrializados, salgadinhos, biscoitos e molhos prontos
  • Alimentos com ação termogênica, incluindo pimentas fortes, gengibre, cúrcuma e canela

Villa reforça que a enxaqueca não é causada diretamente pelos alimentos. “Cortar alimentos é parte do processo, não a solução isolada. O tratamento precisa ser integrado, com acompanhamento neurológico e intervenções medicamentosas e não medicamentosas. O apoio nutricional é estratégico para melhorar a resposta ao tratamento, oferecendo orientações personalizadas”, afirma a médica.

Tratamento integrado faz a diferença

Para a nutricionista Andréia Oliveira, especializada no atendimento a pessoas com enxaqueca, “assim como no diabetes, em que o açúcar precisa ser controlado, mas não é o único componente da abordagem, a enxaqueca exige um plano completo. O trabalho multidisciplinar tem se mostrado cada vez mais eficaz no manejo da doença e de seus sintomas, que muitas vezes incluem distúrbios gastrointestinais, de sono e até episódios de compulsão alimentar, situações em que a atuação do nutricionista é fundamental.”

O diagnóstico preciso e o acompanhamento conjunto de diferentes profissionais são o caminho para o alívio da dor e a melhora na qualidade de vida. Ajustar o cardápio, identificar os gatilhos individuais e contar com orientação especializada são etapas importantes para quem convive com a enxaqueca.