Nutrição

Câncer de tireoide: sinais no pescoço e quando procurar avaliação médica

Mais frequente em mulheres entre 30 e 50 anos, o tumor costuma ter bom prognóstico quando identificado cedo; nódulo, rouquidão persistente e dificuldade para engolir estão entre os alertas.

Por Redação Brazil Health , 17/03/2026

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Câncer de tireoide: sinais no pescoço e quando procurar avaliação médica

O câncer de tireoide é um tumor que se desenvolve na glândula localizada na parte da frente do pescoço e, na maioria dos casos, pode ser tratado com alta chance de cura quando diagnosticado no início. No Brasil e no mundo, a doença é mais comum em mulheres, principalmente entre 30 e 50 anos.

O subtipo mais frequente é o carcinoma papilífero, que representa cerca de 80% dos casos. Ele tende a crescer lentamente, mas pode se espalhar para gânglios linfáticos do pescoço. “Se detectado ainda pequeno (menos de 1 cm) e estiver restrito à glândula tireoide, a taxa de cura é alta, perto de 100% em pacientes”, afirma a endocrinologista Lorena Lima Amato.

A tireoide produz hormônios que ajudam a regular o metabolismo, relacionado a como o corpo usa e armazena energia. O câncer pode surgir a partir de nódulos na glândula, que muitas vezes são descobertos por acaso em exames de rotina ou pelo próprio paciente ao palpar o pescoço.

“Por isso a importância dos exames de rotina, especialmente se houver histórico familiar ou outros fatores de risco”, alerta Amato.

Fatores de risco e sinais de alerta

As causas do câncer de tireoide ainda não são totalmente conhecidas, mas há situações associadas a maior risco. Entre elas estão exposição prévia à radiação na região da cabeça, pescoço ou tórax (sobretudo na infância ou adolescência), histórico familiar da doença, presença de nódulo grande ou com crescimento rápido e idade acima de 40 anos.

Os sintomas podem ser discretos no começo ou nem aparecer. Quando surgem, os principais sinais incluem:

  • nódulo ou caroço no pescoço;
  • rouquidão ou mudança na voz que não melhora;
  • dificuldade para engolir;
  • dificuldade para respirar;
  • aumento de gânglios (ínguas) no pescoço.

Como é feito o diagnóstico

A investigação costuma começar com a ultrassonografia da tireoide. Se houver suspeita, o médico pode indicar a punção aspirativa por agulha fina (PAAF), exame em que células do nódulo são coletadas para análise.

Tratamento e acompanhamento depois da cirurgia

O tratamento mais comum é a cirurgia para retirar parte ou toda a tireoide. Em casos selecionados, pode ser indicada a terapia com iodo radioativo como complemento. Após o procedimento, o acompanhamento é importante para ajustar a reposição hormonal e monitorar a possibilidade de retorno da doença.

“O endocrinologista desempenha um papel central em todas as fases, desde a investigação de nódulos até o acompanhamento da função da tireoide após a cirurgia, garantindo a reposição hormonal adequada e a monitorização de possíveis recorrências”, diz Amato.