Poluição do Ar Aumenta Casos de Câncer de Pulmão em Não Fumantes
Mesmo sem histórico de tabagismo, moradores de grandes cidades enfrentam maior risco de câncer de pulmão devido ao impacto da poluição do ar na saúde respiratória.
Por Redação Brazil Health , 18/08/2025
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Exposição a poluentes agrava risco de câncer de pulmão até em quem nunca fumou, especialmente nos grandes centros urbanos.
À medida que o mês de Agosto Branco reforça a conscientização sobre o câncer de pulmão, cresce a atenção dos especialistas para além do tabagismo, apontando a poluição atmosférica como ameaça significativa à saúde respiratória da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 99% das pessoas no mundo vivem em áreas com níveis de poluição do ar superiores aos recomendados. Estima-se que 4,2 milhões de mortes prematuras anuais estejam ligadas a essa exposição.
No Brasil, a situação é mais crítica nas grandes cidades, onde a má qualidade do ar já se reflete nos índices de câncer de pulmão entre pessoas que nunca fumaram. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que cerca de 4% dos casos globais da doença têm ligação direta com fatores ambientais, como a poluição.
Entre os poluentes mais nocivos para a saúde estão as partículas finas (PM2.5), o dióxido de nitrogênio (NO₂) e o dióxido de enxofre (SO₂). Esses contaminantes penetram profundamente nas vias aéreas, provocando processos inflamatórios crônicos e aumentando o risco de alterações celulares que podem levar ao desenvolvimento de tumores.
De acordo com a oncologista Ludmila Koch, do Hospital Israelita Albert Einstein, o debate sobre as origens do câncer se expandiu nos últimos anos para incluir fatores ambientais. “Cada vez mais falamos dos fatores ambientais como parte das causas multifatoriais do câncer. A poluição é vista como um elemento importante no aumento da incidência dos diagnósticos de câncer de pulmão. Individualmente é possível mitigar outros elementos, como sedentarismo e alimentação inadequada, mas a poluição é um fator que depende da coletividade, e muito mais complexo de se resolver”, observa.
- evitar exercícios físicos ao ar livre nos horários de pico da poluição;
- acompanhar a qualidade do ar por aplicativos ou sites especializados;
- priorizar ambientes internos filtrados em dias críticos;
- cobrar políticas públicas para o controle de emissões e melhoria da qualidade do ar nas cidades.
Enquanto ainda há desafios para reduzir a exposição coletiva à poluição, destaca-se a importância da vigilância, adoção de hábitos saudáveis e busca por diagnósticos precoces, especialmente entre indivíduos expostos rotineiramente a ambientes poluídos.
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