Dor Crônica

Novos Tratamentos Para Dor Crônica Trazem Avanços Em Medicamentos e Neuromodulação

Medicamentos inovadores e tecnologias de neuromodulação ampliam as opções para quem convive com dor persistente.

Por Redação Brazil Health , 15/10/2025

3 min de leitura

Novos Tratamentos Para Dor Crônica Trazem Avanços Em Medicamentos e Neuromodulação

A medicina está dando passos importantes no combate à dor crônica, condição que afeta cerca de 30% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde. Novos medicamentos e tecnologias que atuam diretamente no sistema nervoso estão mudando as perspectivas de pacientes que sofrem há anos sem alívio eficaz.

Alternativas inovadoras e resultados promissores

Entre os avanços farmacológicos, destaca-se o Tonmya™, primeiro remédio em mais de 15 anos aprovado especialmente para fibromialgia, doença que causa dores por todo o corpo e costuma ser difícil de tratar. Seu uso é indicado à noite para ajudar tanto no sono quanto na redução da sensação de dor e fadiga.

Outra novidade é a suzetrigina (Journavx™), um analgésico não opiáceo que controla a dor aguda, como a pós-operatória, sem gerar dependência, um problema associado a medicamentos tradicionais. Estudos estão sendo feitos para analisar também benefícios em casos de dor crônica.

No mercado asiático, dois medicamentos, mirogabalina e crisugabalina, prometem aliviar dores originadas por neuropatias, como a causada por diabetes ou herpes. Essas opções vêm apresentando menos efeitos colaterais, como sonolência e tontura, comuns em tratamentos mais antigos.

Tecnologias de ponta em neuromodulação

Além de novos fármacos, a neuromodulação representa um campo em expansão. O Inceptiv™, primeiro estimulador de medula espinhal com circuito fechado aprovado nos EUA, promete ajustar automaticamente os estímulos conforme a resposta do próprio corpo, evitando desconfortos e aumentando o conforto do tratamento. Dados apontam que mais de 80% dos pacientes relatam melhora significativa na dor e metade conseguiu reduzir ou até mesmo parar o uso de opioides após um ano de uso.

"No Brasil, o acesso a essa tecnologia ainda é restrito à rede privada, o que destaca uma diferença entre inovação e disponibilidade", alerta o Dr. Marcelo Valadares, neurocirurgião da Unicamp e especialista em dor crônica. Segundo ele, estratégias menos invasivas, como a estimulação magnética do cérebro, também estão sendo testadas para modular a percepção da dor.

Tratamento integrado ainda é fundamental

O especialista ressalta que, apesar dos avanços, o acompanhamento especializado e a integração de diferentes métodos permanecem fundamentais: "Medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos e abordagens psicoterapêuticas continuam sendo essenciais para controlar sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes." Em casos extremos, cirurgias ou o uso de dispositivos podem ser indicados, sempre seguindo orientação médica.

A mensagem é clara: cada vez mais, ciência e tecnologia andam juntas para que nenhum paciente precise conviver eternamente com a dor.