Doenças Odontológicas

Como Prevenir Cáries e Gengivites: Especialista do CEJAM Dá Dicas Essenciais

Dentista do CEJAM explica rotina de limpeza, alimentação e sinais de alerta que exigem consulta.

Por Redação Brazil Health , 23/10/2025

3 min de leitura

Como Prevenir Cáries e Gengivites: Especialista do CEJAM Dá Dicas Essenciais

Mais de 3,7 bilhões de pessoas convivem com problemas na boca, segundo a OMS, e a cárie em dentes permanentes é a condição mais comum do mundo. A boa notícia: a maioria desses casos pode ser prevenida com cuidados diários e simples.

“O básico, feito todos os dias, evita a maioria dos problemas”, afirma o cirurgião-dentista Francis Tsurumaki, gerente de Saúde Bucal do CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”).

Higiene que funciona

O especialista recomenda escova de cerdas macias, cabeça adequada à idade, creme dental com flúor e uso de fio ou fita dental pelo menos uma vez ao dia. A escovação deve durar cerca de dois minutos, com técnica correta.

“Erros como escovar com pressa, usar força demais e abandonar o fio dental ainda são muito comuns”, alerta Tsurumaki.

Para quem vive na correria, o recado é claro: enxaguante não substitui escova e fio. “Se não der para escovar na hora, beba água, evite doces até a próxima escovação e use enxaguante apenas quando indicado pelo profissional”, diz.

Após consumir refrigerantes ou frutas cítricas, o ideal é esperar cerca de 30 minutos antes de escovar. Esse intervalo permite que a saliva neutralize o pH e proteja o esmalte dos dentes.

Comer bem protege os dentes

O consumo frequente de doces, refrigerantes e alimentos ácidos favorece a cárie e o desgaste do esmalte. Já frutas, verduras, queijos e alimentos fibrosos estimulam a produção de saliva, aliada natural na defesa da boca.

No campo estético, clareamentos feitos com acompanhamento profissional são seguros. Métodos caseiros, como bicarbonato ou carvão, podem arranhar o esmalte, aumentar a sensibilidade e irritar a gengiva.

“Receitas da internet podem parecer inofensivas, mas desgastam os dentes e trazem risco à saúde bucal”, reforça o dentista.

Riscos além da boca: quando buscar ajuda

A boca inflamada e com excesso de bactérias pode afetar o corpo todo. Há aumento de risco para quem tem diabetes, doenças cardiovasculares e processos inflamatórios crônicos.

Estudos também associam doença na gengiva ao desenvolvimento de Alzheimer, e infecções orais graves podem evoluir para sepse, quadro potencialmente fatal.

Outras consequências da má higiene incluem dores de cabeça, problemas digestivos e complicações na gestação, como parto prematuro e pré-eclâmpsia. O pré-natal odontológico é indispensável.

Sobre a rotina de cuidado, Tsurumaki orienta: adultos devem fazer check-up a cada seis meses. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas podem precisar de visitas mais frequentes. Exames de imagem, como radiografias panorâmicas, ajudam no diagnóstico precoce.

“O sorriso é parte essencial da comunicação e da qualidade de vida”, destaca o especialista.

Sinais de alerta que exigem avaliação imediata incluem feridas que não cicatrizam, manchas brancas ou vermelhas, caroços e sangramento frequente — podem indicar câncer de boca ou outras doenças.

Alterações na língua, boca seca persistente, mau hálito contínuo, dentes amolecidos e aftas recorrentes também merecem atenção, pois podem sugerir desde carências nutricionais e doenças autoimunes até alterações ósseas, como osteoporose.

Mitos precisam ser derrubados: dente de leite também requer cuidado, enxaguante não substitui escovação e jamais se deve tentar extrair dentes em casa — o risco de hemorragias e infecções é real.

“Gengiva saudável não sangra. Cuidar da boca é parte fundamental para prevenir doenças e manter a qualidade de vida”, conclui Tsurumaki.