Diabetes

Quatro em cada dez adultos estão a um passo do diabetes e não sabem

Pré-diabetes afeta milhões sem dar sinais claros, mas hábitos saudáveis e terapias modernas ajudam a evitar complicações

Por Redação Brazil Health , 30/01/2026

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Quatro em cada dez adultos estão a um passo do diabetes e não sabem

Muita gente convive com o açúcar no sangue acima do ideal sem perceber. O endocrinologista Maurício Yagui Hirata alerta para o impacto do problema sobre o organismo. "O diabetes pode comprometer diversos órgãos vitais, como o coração, os rins, o cérebro e os olhos, levando à perda progressiva de função desses sistemas." Ele acrescenta: "Em casos mais graves, pode causar amputações de membros inferiores em decorrência de problemas circulatórios."

O cenário é amplo: segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), cerca de 40 milhões de americanos têm diabetes, aproximadamente 10% da população. No Brasil, o Ministério da Saúde estima mais de 16 milhões de pessoas com a doença, com crescimento impulsionado por sedentarismo, má alimentação e obesidade.

Prediabetes: risco silencioso e chance de virar o jogo

Antes do diagnóstico de diabetes, muitas pessoas entram em uma fase de alerta, quando o "açúcar no sangue" fica um pouco acima do normal. É o pré-diabetes, estágio em que pequenas mudanças podem evitar a progressão da doença. "Esse grupo é numeroso" e "representa a principal oportunidade de intervenção precoce", destaca Hirata.

Sociedades médicas no mundo têm reforçado a necessidade de priorizar quem está nesse limiar, justamente por ser a janela mais eficaz para prevenção.

Hábitos que protegem

Hirata resume os pilares do cuidado diário que ajudam a controlar a glicose e reduzem o risco de complicações:

  • Alimentação equilibrada: priorizar comida de verdade, com menos gorduras saturadas e açúcares, evitando ultraprocessados.
  • Atividade física regular: combinar exercícios aeróbicos com fortalecimento muscular para reduzir a resistência à insulina e preservar massa magra.
  • Sono de qualidade: "Noites mal dormidas elevam os níveis de glicose no sangue devido ao aumento do cortisol, hormônio do estresse."

Tratamentos mais modernos

Para quem já tem diabetes tipo 2, as opções evoluíram. "Medicamentos injetáveis como semaglutida (Ozempic/Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro) têm mostrado grande eficácia no controle glicêmico e na redução de peso, simplificando o tratamento e diminuindo o risco de complicações cardiovasculares e renais", afirma o endocrinologista.

O recado final, segundo o médico, vale para todos: "Prevenção, diagnóstico precoce e tratamento eficaz devem ser prioridades permanentes."