Diabetes

Dia Mundial do Diabetes: Brasil é 6º no ranking; veja sinais e como prevenir

Endocrinologista explica a escalada de casos e orienta sobre sintomas, riscos e cuidados para evitar complicações.

Por Redação Brazil Health , 14/11/2025

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Dia Mundial do Diabetes: Brasil é 6º no ranking; veja sinais e como prevenir

O Dia Mundial do Diabetes, lembrado em 14 de novembro, reforça um alerta que já é realidade no país: o Brasil ocupa a sexta posição entre as nações com mais pessoas vivendo com a doença. Segundo o Atlas da International Diabetes Federation (2025), 16,6 milhões de brasileiros têm diabetes, o equivalente a 10,7% da população adulta.

No mundo, 589 milhões de adultos convivem com a condição — 11,1% da população — e a projeção é chegar a 853 milhões até 2050. O avanço acende um sinal para prevenção e diagnóstico precoce, que reduzem o risco de complicações graves.

“Mais do que controlar os números, o objetivo é cuidar melhor da saúde do diabético, com educação continuada, tratamento e prevenção com atividade física regular, controle do peso e do estresse, além de parar de fumar”, afirma a endocrinologista Priscila Schinzari, do Ambulatório de Especialidades do Hospital Santa Marcelina.

Crescimento que preocupa

O diabetes ocorre quando o corpo não produz insulina suficiente ou não usa bem esse hormônio, o que mantém o açúcar do sangue em níveis elevados. O tipo 2 responde por cerca de 90% dos casos e está ligado ao sedentarismo, à obesidade e ao envelhecimento. Já o tipo 1, mais comum em crianças e jovens, é uma doença autoimune.

Pessoas com diabetes tipo 2 têm de duas a quatro vezes mais risco de infarto e AVC isquêmico do que quem não tem a doença, reforçando a necessidade de controle rigoroso e mudanças de estilo de vida.

Sinais que pedem atenção

Perda de peso sem explicação, sede excessiva, visão embaçada e vontade de urinar muitas vezes ao dia são sinais de alerta. “Se o exame de glicose casual estiver a partir de 200 mg/dl, é fundamental procurar atendimento para confirmar o diagnóstico e iniciar o cuidado adequado”, orienta a especialista.

No Santa Marcelina, o ambulatório acompanha cerca de 340 pacientes por mês com casos mais complexos. “Aproximadamente 10% têm diabetes tipo 1 e 85% tipo 2, com predomínio entre 40 e 75 anos e maior presença de mulheres”, diz Schinzari.

Prevenção e tratamento

Praticar exercícios regularmente, manter o peso adequado, priorizar alimentação equilibrada, evitar o tabagismo e o excesso de álcool e gerenciar o estresse são medidas-chave para afastar ou retardar a doença. “Controlar a ingestão de carboidratos e açúcares, com frutas, legumes e verduras no prato, ajuda no equilíbrio da glicose. A atividade física melhora a ação da insulina e também reduz o estresse”, explica a médica.

O tratamento varia conforme o perfil do paciente e pode incluir remédios orais ou injetáveis, uso de insulina, bomba de insulina, monitorização contínua da glicose e ajustes na rotina. “Quem tem diabetes pode levar uma vida normal se mantiver acompanhamento regular, monitorar a glicose, usar corretamente os medicamentos e cuidar da alimentação”, reforça Schinzari.

Com informação, rastreio oportuno e mudanças sustentáveis no dia a dia, é possível reduzir o impacto do diabetes e ganhar qualidade de vida.